Bem-Estar

Confira hábitos para melhorar a qualidade do sono

O termo “sleepmaxxing” (traduzido como “maximização do sono”) vem ganhando popularidade nas redes sociais, especialmente entre os jovens. A expressão se refere à adoção de estratégias para melhorar a qualidade do descanso, otimizando o sono por meio de hábitos saudáveis e ajustes no ambiente de […]

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O termo “sleepmaxxing” (traduzido como “maximização do sono”) vem ganhando popularidade nas redes sociais, especialmente entre os jovens. A expressão se refere à adoção de estratégias para melhorar a qualidade do descanso, otimizando o sono por meio de hábitos saudáveis e ajustes no ambiente de descanso.

Conforme o Dr. Fabrício Hampshire, neurologista da Casa de Saúde São José, tem aumentado a busca por qualidade de vida e saúde por meios mais naturais, como alimentação, atividade física, conexão social e gerenciamento de estresse. O sono, em especial, desempenha um papel importante nisso.

“Deve ser feito um investimento na higiene do sono por vias naturais. Não devemos priorizar medicamentos e estratégias artificiais, mas, sim, buscar sempre o natural, o fisiológico e o equilíbrio”, explica.

Hábitos para melhorar o sono

Vídeos e postagens da tendência do sleepmaxxing tendem a focar em estratégias naturais para dormir melhor, como meditação, terapias de luz, cobertores pesados, rotinas de higiene e músicas. Para o Dr. Fabrício Hampshire, essas sugestões têm um benefício secundário, sendo necessária a comprovação científica para provar o efeito positivo no sono.

Com base nisso, o neurologista lista algumas dicas, conforme a literatura científica, para melhorar o sono:

  • Fazer uso da cafeína somente até as 14 horas, principalmente em pessoas com sensibilidade maior à substância;
  • Alimentar-se com comidas leves até três horas antes de se deitar;
  • Tentar ingerir líquidos até duas horas antes de dormir;
  • Na última hora antes de se deitar, buscar se desconectar de telas como celular, tablet e televisão. Optar por livros físicos de papel e pela escuta de músicas relaxantes ao invés de aparelhos eletrônicos;
  • Manter luzes menos intensas ligadas nas últimas horas do dia, como abajures. Cortinas blackout são as mais recomendadas para manter o quarto escuro;
  • Manter uma temperatura adequada para o conforto individual, temperaturas de 20 °C a 25 °C são geralmente as mais confortáveis para dormir.
Ilustração de um relógio em tons de rosa
Dividir o tempo de sono em vários cochilos não deve ser uma prática estimulada (Imagem: Vector Stock Pro | Shutterstock)

Prejuízos do sono polifásico

Outra tendência muito comentada nas redes sociais é a estratégia do sono polifásico, isto é, uma divisão do tempo de sono em vários cochilos, ao invés de uma longa fase apenas à noite. No entanto, o Dr. Fabrício Hampshire não recomenda essa divisão de maneira artificial.

“Na primeira infância e na velhice, os indivíduos tendem naturalmente a um sono polifásico. Se a pessoa não tem essa necessidade natural, isso não deve ser uma coisa estimulada, salvo em situações muito particulares, como o trabalho em turnos noturnos, por exemplo”, alerta o neurologista.

Importância do sono para a saúde

Uma boa noite de sono é fundamental para o bom funcionamento de todo o organismo: desde a produção de hormônios até a consolidação das memórias. A privação de sono pode levar a uma série de riscos à saúde, podendo, inclusive, aumentar o risco de doenças e levar à morte.

“A necessidade do sono é muito individual, vai depender de fatores genéticos, predisposições, idade etc. Um adulto, em geral, tem que dormir pelo menos sete horas. Crianças de 6 a 12 anos, em média, devem dormir de 9 a 12 horas. Adolescentes de 13 a 18 anos, por volta de 8 a 10 horas”, conclui o neurologista.

Por Bernardo Bruno

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