Bem-Estar
Além da pneumonia: 5 situações nas quais o raio-x em crianças é necessário
Muitos pais associam o exame radiográfico, o famoso raio-x, quase exclusivamente ao diagnóstico de pneumonias ou tosses persistentes em crianças. No entanto, a radiografia pediátrica é uma ferramenta diagnóstica muito mais versátil, importante para o acompanhamento do desenvolvimento físico e a detecção de problemas estruturais, […]
Muitos pais associam o exame radiográfico, o famoso raio-x, quase exclusivamente ao diagnóstico de pneumonias ou tosses persistentes em crianças. No entanto, a radiografia pediátrica é uma ferramenta diagnóstica muito mais versátil, importante para o acompanhamento do desenvolvimento físico e a detecção de problemas estruturais, segundo o Dr. Pedro Daltro, radiologista pediátrico e diretor médico do Alta Diagnósticos, da Dasa, no Rio de Janeiro.
Contudo, uma das principais preocupações das famílias é quando o exame é realmente necessário, no que diz respeito à exposição à radiação, mas o Dr. Vitor Sardenberg, radiologista e coordenador médico da clínica CDPI, também da Dasa, tranquiliza os pais: a radiografia pediátrica é extremamente segura quando realizada em centros especializados.
“Atualmente, utiliza-se o protocolo internacional ALARA, sigla em inglês para As Low As Reasonably Achievable, que preconiza a menor dose de radiação possível para um diagnóstico preciso. Na pediatria, os ajustes de dosagem são feitos de forma personalizada, levando em conta o peso e a idade da criança, o que resulta em níveis de radiação mínimos, muitas vezes equivalentes à radiação ambiental natural à qual todos estamos expostos diariamente”, comenta o médico.
O Dr. Pedro Daltro acrescenta que o uso de protetores de chumbo em órgãos sensíveis e equipamentos digitais de última geração garante que o benefício do diagnóstico supere amplamente qualquer risco potencial.
“É fundamental que os pais compreendam que, quando bem indicado, o benefício de um diagnóstico preciso supera qualquer preocupação com a radiação, pois nos permite intervir precocemente em questões que impactam diretamente a qualidade de vida e a mobilidade da criança. Por meio de protocolos rigorosos de baixa dosagem, garantimos que o exame seja uma ferramenta segura para a medicina preventiva na infância”, afirma.
Nesse contexto, os especialistas elencaram os principais cenários nos quais o exame é necessário para a saúde da criança. Veja!
1. Avaliação de fraturas e traumas ósseos
Ao contrário dos ossos adultos, os ossos das crianças são mais flexíveis e possuem as chamadas placas de crescimento. O exame radiográfico é o indicado após quedas ou traumas para identificar lesões, como as fraturas em galho verde, em que o osso quebra de forma incompleta, ou as lesões fisárias, para saber se houve impacto na linha de crescimento, o que exige cuidado redobrado para não comprometer o desenvolvimento futuro do membro.

2. Distúrbios de crescimento (idade óssea)
Quando uma criança apresenta baixa estatura ou sinais de puberdade precoce, o exame radiográfico das mãos e dos punhos é considerado padrão-ouro para auxiliar no diagnóstico. Segundo o Dr. Vitor Sardenberg, essa avaliação permite comparar a maturação esquelética com a idade cronológica da criança, ajudando endocrinologistas pediátricos a entender o potencial de crescimento final e a necessidade de intervenções hormonais.
“Trata-se de um exame simples que pode trazer muitas informações para o acompanhamento da criança. Ele é fundamental para verificar se o ritmo de crescimento ósseo está em harmonia com a idade real da criança, a chamada idade cronológica. Caso haja qualquer descompasso, ele serve como um alerta para que o acompanhamento pediátrico seja intensificado”.
3. Desvios de postura e escoliose
A infância e a adolescência são fases críticas para a coluna vertebral. A radiografia panorâmica da coluna e dos membros inferiores permite uma visão global do esqueleto e pode auxiliar na detecção de escoliose, quando há curvaturas laterais na coluna ou diferenças no comprimento dos membros, o que pode causar dores e problemas posturais crônicos.
4. Displasia de quadril
Segundo o Dr. Pedro Daltro, a displasia pode levar a problemas de locomoção e artrite precoce, e o exame de imagem permite avaliar se o “encaixe” do fêmur na bacia está correto.
“O diagnóstico deve ser feito nos primeiros meses de vida para identificar a formação inadequada da articulação do quadril. Quando detectada precocemente, o tratamento pode ser feito de forma conservadora, muitas vezes apenas com o uso de suspensórios específicos, evitando intervenções cirúrgicas no futuro”, detalha o médico.
5. Avaliação de distúrbios respiratórios além da pneumonia
Na avaliação torácica, a radiografia é importante para investigar outras condições que causam sintomas respiratórios, como a aspiração ou ingestão de algum corpo estranho, comum, principalmente, em crianças pequenas. Além disso, malformações congênitas, como alterações cardíacas ou pulmonares que podem ser descobertas por meio de exames de rotina ou após sintomas leves de certas condições.
Por Rachel Lopes
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