Bem-Estar

6 dicas para proteger a visão das crianças diante das telas

O uso excessivo de telas por crianças tem preocupado especialistas em saúde ocular, especialmente diante do aumento da miopia e outros problemas oftalmológicos. Isso porque a exposição prolongada pode trazer impactos significativos para a visão infantil. Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmopediatria, o tempo de […]

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O uso excessivo de telas por crianças tem preocupado especialistas em saúde ocular, especialmente diante do aumento da miopia e outros problemas oftalmológicos. Isso porque a exposição prolongada pode trazer impactos significativos para a visão infantil.

Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmopediatria, o tempo de exposição às telas deve ser controlado conforme a faixa etária da criança e do adolescente. Crianças abaixo de 2 anos não devem ter contato com telas. Entre 2 e 5 anos, o uso deve ser limitado a 1 hora diária, enquanto entre 6 e 10 anos o ideal é de 1 a 2 horas.

Já adolescentes entre 11 e 18 anos podem utilizar dispositivos eletrônicos por até 2 a 3 horas ao dia. No entanto, a realidade muitas vezes ultrapassa essas recomendações, exigindo maior atenção dos pais e responsáveis.

Miopia e outros impactos oculares

A principal consequência do uso excessivo de telas em crianças é o aumento da miopia. A exposição prolongada a dispositivos digitais pode alterar o crescimento do globo ocular, resultando em uma dificuldade progressiva de enxergar de longe.

Além disso, a proximidade excessiva com a tela pode levar ao estrabismo, um desalinhamento ocular causado pelo esforço contínuo para focar imagens muito próximas. Outro problema frequente é a fadiga ocular digital, caracterizada por olhos vermelhos, ressecamento e dores de cabeça.

“O uso prolongado e sem pausas pode levar ao aumento da miopia infantil, condição que tem crescido bastante”, alerta Dra. Lucia Passos, oftalmopediatra da Associação Israelita Fortunée de Picciotto, que reforça a necessidade de procurar um médico. “Os pais precisam estar atentos e fazer exames regularmente. Se perceberem algo diferente, o ideal é procurar um médico”.

Criança com optometrista na clínica para verificação da visão
Os responsáveis devem levar as crianças para consultas periódicas com um oftalmologista para detectar qualquer alteração na visão (Imagem: PeopleImages.com – Yuri A | Shutterstock)

Medidas preventivas para o uso de telas

Para minimizar os impactos do uso de telas, especialistas da Associação Israelita Fortunée de Picciotto recomendam que os pais e responsáveis adotem algumas medidas preventivas com as crianças:

  1. Respeitar os tempos recomendados: evitar o excesso de exposição, seguindo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Oftalmopediatria;
  2. Reforçar pausas frequentes: a cada 20 minutos de uso, a criança deve olhar para um ponto distante por pelo menos 20 segundos. Lembrar as crianças de piscar também é importante;
  3. Manter a distância correta: celulares e tablets devem ficar a, no mínimo, 30 cm dos olhos, enquanto televisores precisam estar a mais de 2 metros de distância;
  4. Ajustar brilho e contraste: configurar dispositivos para níveis mais confortáveis e ativar filtros de luz azul;
  5. Incentivar atividades ao ar livre: estudos indicam que brincar ao ar livre cerca de 2 horas/dia reduz significativamente os riscos causados pelo excesso de exposição a telas em crianças;
  6. Consultar um oftalmologista regularmente: exames periódicos ajudam a detectar precocemente qualquer alteração na visão.

“O ideal é seguir as recomendações e não ultrapassar os limites para preservar a saúde ocular das crianças. Vale lembrar que o tempo excessivo de telas também está diretamente relacionado a uma rotina sedentária com consequências para a saúde em geral dos pequenos, como diabetes, obesidade e outros problemas”, finaliza a Dra. Lúcia Passos. 

Por Carla Monteiro

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