Bem-Estar
5 sinais de que a dor pode não estar onde você sente
A dor costuma ser o primeiro sinal de que algo não vai bem no organismo, funcionando como um alerta natural de que há algum desequilíbrio ou problema de saúde. No entanto, o local onde ela aparece nem sempre revela sua verdadeira origem, já que o […]
A dor costuma ser o primeiro sinal de que algo não vai bem no organismo, funcionando como um alerta natural de que há algum desequilíbrio ou problema de saúde. No entanto, o local onde ela aparece nem sempre revela sua verdadeira origem, já que o corpo pode manifestar desconfortos em regiões diferentes da causa real.
Segundo Laudelino Risso, fisioterapeuta, osteopata e CEO da rede de clínicas Doutor Hérnia, esse é um dos erros mais comuns na forma como as pessoas interpretam e tratam a dor. “A dor é um sintoma, não a causa. Ela funciona como um alerta do organismo, assim como a febre. Existe sempre um fator por trás que precisa ser identificado”, explica.
A seguir, o especialista aponta sinais de que a dor pode não estar no local onde você sente. Confira!
1. A dor sempre volta no mesmo lugar
Se a dor melhora com medicação, mas retorna dias ou semanas depois, isso costuma indicar que a causa não foi tratada.
2. O exame mostra um problema, mas a dor não melhora
Alterações como desgaste ou artrose podem aparecer, mas nem sempre explicam completamente a origem da dor.
3. A dor piora com a rotina
Postura, movimentos repetitivos, excesso de carga e até a forma de sentar ou trabalhar podem influenciar diretamente o surgimento da dor.

4. A dor irradia ou muda de lugar
Dores que descem para a perna, sobem para o pescoço ou mudam ao longo do dia podem indicar que a origem está em outra região.
5. A dor se torna constante, mesmo sendo leve
Uma dor leve, mas frequente, é um sinal de alerta. O corpo pode estar tentando compensar um problema maior.
Importância de buscar ajuda
Conforme Laudelino Risso, nesses casos, é importante não tratar apenas o sintoma. “Quando a gente foca só no ponto da dor, o problema real pode continuar presente. Isso favorece a recorrência e, com o tempo, a cronificação do quadro”, alerta.
No caso da coluna, fatores como postura, musculatura, pisada e até visão e mordida podem influenciar diretamente a sobrecarga do corpo. “Não se trata apenas de dar nome à dor, como lombalgia ou cervicalgia. O mais importante é entender por que aquela dor surgiu”, ressalta.
Diante desse cenário, a recomendação é buscar avaliação adequada sempre que a dor se torna recorrente ou persistente. “A dor é um sinal do corpo. Ignorar ou apenas mascarar esse sintoma pode fazer com que o problema evolua”, conclui o fisioterapeuta.
Por Renata Sbrissa
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