Bem-Estar
4 dicas para prevenir e identificar o câncer renal
O câncer renal representa uma parcela importante das neoplasias urológicas e exige atenção diária, especialmente porque muitos casos são descobertos tardiamente. A detecção precoce e o acompanhamento médico regular são fundamentais para aumentar as chances de sucesso no tratamento e preservar a função dos rins. […]
O câncer renal representa uma parcela importante das neoplasias urológicas e exige atenção diária, especialmente porque muitos casos são descobertos tardiamente. A detecção precoce e o acompanhamento médico regular são fundamentais para aumentar as chances de sucesso no tratamento e preservar a função dos rins.
João Ricardo, urologista que atua no Hospital de Base do Distrito Federal, na clínica Urocentro e no corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês em Brasília, orienta quais práticas podem auxiliar na prevenção e no cuidado contemporâneo com a saúde renal. Confira!
1. Fique atento aos sintomas do câncer renal
É importante ficar atento aos sintomas do câncer renal. “Quando surge sangue na urina, dor lombar ou perda inexplicada de peso, não espere, esses sinais devem ser investigados imediatamente. O diagnóstico precoce é um diferencial que pode transformar o prognóstico”, explica João Ricardo. Conforme o médico, muitos pacientes atrasam a busca por avaliação por receio, por acharem que sintomas menores não são relevantes ou por dificuldades no acesso ao sistema de saúde público.
2. Monitore fatores de risco modificáveis
O especialista explica que, embora alguns fatores não possam ser modificados, como a genética ou a idade, grande parte do risco do câncer renal decorre de hábitos de vida. “Hipertensão, tabagismo, obesidade e uso exagerado de analgésicos são inimigos do rim. Controlar a pressão, parar de fumar, manter peso saudável e evitar uso prolongado de remédios sem orientação médica são medidas que reduzem bastante o risco”, ressalta.

3. Cuide da hidratação e da alimentação
O cuidado com a hidratação e a alimentação são essenciais para manter a saúde dos rins. “Água em abundância ajuda a diluir substâncias nocivas e evitar o acúmulo de toxinas nos rins. Por outro lado, ingestão exagerada de sal, refrigerantes ou consumo elevado de proteína animal também sobrecarrega o órgão renal”, explica João Ricardo.
4. Realize exames de imagem e acompanhamento urológico
O acompanhamento médico e a realização de exames regulares são importantes para identificar o câncer renal no início. “Ultrassonografia, tomografia e, em alguns casos, ressonância magnética são ferramentas que permitem identificar nódulos ou alterações renais ainda em estágios iniciais. O urologista, em conjunto com o paciente, deve decidir qual exame é mais indicado”, completa João Ricardo. Ele destaca que a escolha do exame depende de histórico individual, idade, comorbidades e sinais clínicos.
Tratamento para o câncer renal
O tratamento para o câncer renal pode variar conforme o paciente. “O avanço da oncologia renal nos oferece opções mais dirigidas, como terapias-alvo e imunoterapia. Pacientes com neoplasias localizadas têm chance de remoção cirúrgica com preservação máxima da função renal, enquanto casos metastáticos exigem estratégias integradas”, explica o médico.
João Ricardo defende que cada paciente é único. “Não existe receita universal, o tratamento ideal é aquele que respeita o tumor, o organismo e a qualidade de vida que se quer preservar”, finaliza.
Por Sarah Monteiro
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



