Política

Dallagnol diz que não irá à Câmara dar explicações sobre ‘Vaza Jato’

‘Acredito ser importante concentrar na esfera técnica minhas manifestações sobre mensagens de origem criminosa’, escreveu o procurador

Dallagnol diz que não irá à Câmara dar explicações sobre ‘Vaza Jato’
Dallagnol diz que não irá à Câmara dar explicações sobre ‘Vaza Jato’
Apoie Siga-nos no

O procurador federal Deltan Dallagnol, um dos protagonistas dos vazamentos de mensagens de membros da Operação Lava Jato, afirmou que não irá comparecer à sessão da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da casa, pela qual foi convidado a comparecer nessa terça-feira 9 para uma audiência pública sobre o caso.

Em ofício enviado nesta segunda-feira 8, Dallagnol afirma “sincero respeito e profundo apreço pelo papel do Congresso Nacional”, mas, como um membro do Ministério Público, coloca-se em um papel distinto daquele de Moro, que tem ligações com o Poder Executivo como ministro e que depôs na Comissão de Constituição e Justiça da Casa no último dia 2.

“Diante disso, muito embora tenha sincero respeito e profundo apreço pelo papel do Congresso Nacional nos debates de natureza política que realiza e agradeça o convite para neles participar, acredito ser importante concentrar na esfera técnica minhas manifestações sobre mensagens de origem criminosa, cuja veracidade e autenticidade não reconhecemos, e que
vêm sendo usadas para atacar a Operação Lava Jato”, disse o procurador no documento enviado ao presidente da Comissão, deputado Helder Salomão (PT-ES).

O posicionamento do Ministério Público Federal e da força-tarefa da Lava Jato, no geral, tem sido de negar a veracidade das mensagens reveladas pelo site The Intercept e condená-las como frutos de um ataque hacker ilegal.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo