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Quem se indigna com o terrorismo de direita?
A mídia não dá nome aos bois quando os assassinos são brancos e ocidentais
O massacre na mesquita na Nova Zelândia, na sexta feira 15, deixou um saldo de 50 mortos e dezenas de feridos. Todos muçulmanos. Um dos atiradores, Brenton Tarrant, de 28 anos, esteve em 2016 nos campos de refugiados da Palestina como agente infiltrado, mercenário a serviço de Israel. Também participou de reuniões de extrema-direita na Europa.
A mídia sempre classifica os muçulmanos, de forma indiscriminada, como terroristas. Agora tem sido obrigada a mostrar que, na verdade, eles são os maiores alvos dos terroristas.
O terrorismo não passa de crime organizado, negócio sujo de venda de armas que alimenta a barbárie. Também pressiona governos a votar leis racistas, que perseguem e retiram direitos dos imigrantes, dos pobres e das minorias.
Donald Trump e sua ideologia de supremacia branca e ódio aos imigrantes é o chefe desta campanha desesperada para continuar a manter os lucros da venda de armas e munições.
O governo de Jair Bolsonaro é um braço desta política.
No Rio de janeiro foi encontrado um grande arsenal de armas no condomínio no qual vive o presidente, o que levou a pistas, provas e prisões dos assassinos de Marielle Franco. Falta apontar o mandante.
Como os M-27, de “uso exclusivo” dos marines dos EUA, foram parar nas mãos dos assassinos da vereadora? No Brasil as milícias são modelos de mercenários de direita.
➤ Leia também: Em manifesto, atirador da Nova Zelândia defende a supremacia branca
As consequências desta política de ódio racial são os atentados sangrentos contra inocentes, homens, mulheres e crianças, apenas por serem muçulmanos, ou negros, ou imigrantes ou defenderem os direitos humanos.
É urgente uma campanha internacional contra o terrorismo. O islã condena o terrorismo.
A opinião de colunistas e articulistas não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.
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