Justiça
Toffoli suspende campanha digital de Wilson Grassi por modus operandi similar ao de Renan Santos
A decisão também barra o acesso a dinheiro do fundão eleitoral e proíbe participação em debates
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral Dias Toffoli suspendeu, nesta segunda-feira 31, parte da campanha digital do candidato a presidente da República Wilson Grassi (Democrata). A decisão também barra o acesso a dinheiro do Fundo Especial de Financiamento de Campanha — o chamado fundão eleitoral — e proíbe o postulante de participar de debates e podcasts.
O bloqueio temporário de atividades digitais ocorre após o ministro identificar irregularidades no registro e na prestação de informações sobre os canais oficiais de comunicação da candidatura.
Conforme a decisão, Grassi encaminhou ao TSE os links de oito perfis nas redes sociais apenas 17 dias após protocolar o requerimento de registro da candidatura. Uma das contas informadas fora do prazo legal tem 156 mil seguidores e veicula propaganda eleitoral, enfatizou o ministro.
“O candidato estava previamente ciente de que deveria informar os endereços e de que somente poderia utilizá-los na campanha após 48 horas de seu registro pelo TSE”, escreveu o relator. “Violou frontalmente a obrigação.”
Segundo Toffoli, os benefícios já obtidos são irreversíveis, mas o caso demanda a suspensão do uso das páginas não informadas originalmente ao TSE “até o esclarecimento da situação de cada perfil e da análise de eventual justificativa para a omissão”.
Horas antes, Toffoli emitiu uma decisão semelhante para suspender parcialmente a propaganda na internet do candidato à Presidência Renan Santos (Missão), também por deixar de comunicar ao TSE todas as contas em plataformas digitais usadas na campanha.
Wilson Grassi tem, ao menos até agora, um desempenho irrelevante nas pesquisas de intenção de voto. Duas sondagens divulgadas nesta segunda-feira 31 reforçam essa tendência: na AtlasIntel, marcou 0,1%; na Nexus, aparece com 0%.
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