Justiça

Fachin se reúne com Andrei Rodrigues em meio a embate entre PF e Mendonça

Também participam do encontro dois servidores do Conselho Nacional de Justiça

Fachin se reúne com Andrei Rodrigues em meio a embate entre PF e Mendonça
Fachin se reúne com Andrei Rodrigues em meio a embate entre PF e Mendonça
Foto: Rosinei Coutinho/STF
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O presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, Edson Fachin, se reúne nesta segunda-feira 31, a partir das 14h, com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O encontro será na sede do CNJ e o tema da pauta é “Segurança da informação no sistema de Justiça”.

Tendo em vista que participarão do encontro outros dois servidores do Conselho – a secretária-geral Clara Mota e o coordenador de tecnologia Felipe de Menezes Lopes – a expectativa é que Fachin e Andrei não tratem dos embates recentes entre a corporação e o ministro André Mendonça, do STF.

A queda de braço entre Andrei e Mendonça começou após o ministro determinar que todas as informações da investigação sobre a fraude do INSS fossem remetidas imediatamente ao seu gabinete. Ele também exigiu que qualquer mudança na equipe investigadora deveria ser informada à sua equipe.

A postura difere daquilo que Mendonça tem defendido no caso do Banco Master, do qual ele também é relator. O ministro, que diz ser pouco intervencionista, teria se irritado com a demora da PF em apresentar relatórios.

Passado um ano, foram entregues as parciais sobre um suposto esquema montado pela Conafer e pela Contag. Dessas investigações, foram abertos três novos inquéritos que citam diretamente Fábio Luis, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). No entendimento do diretor-geral da PF, há uma tentativa de interferência por parte do ministro.

Na semana passada, para arrefecer os ânimos, Fachin convidou o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para uma reunião em seu gabinete no Supremo. Segundo interlocutores que tiveram acesso ao teor da conversa, Fachin teria pedido uma “trégua”.

Conforme apurou CartaCapital, Messias não pretende apresentar uma ação contra Mendonça, conforme solicitado pela PF, ao STF. Um processo dessa magnitude, sustenta o AGU, poderia colocar em xeque a validade de provas de investigações que estão sob a relatoria do ministro, entre elas, a do Master.

Em outra frente, o presidente Lula pediu a Andrei que se encontrasse pessoalmente com Mendonça para aparar as arestas. No entanto, não há previsão para o encontro ocorrer.

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