Justiça

Lula pede a diretor-geral da PF que se reúna com Mendonça para reduzir tensão

A medida busca amenizar a crise causada pelas divergências sobre a condução das investigações da fraude no INSS

Lula pede a diretor-geral da PF que se reúna com Mendonça para reduzir tensão
Lula pede a diretor-geral da PF que se reúna com Mendonça para reduzir tensão
Andrei Rodrigues, diretor da PF. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
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O presidente Lula (PT) solicitou ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que se reúna com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, para aparar arestas. Em julho, a corporação acionou a Advocacia-Geral da União para pedir a abertura de uma ação contra o magistrado por suposta “interferência” nos trabalhos da PF no âmbito das apurações sobre a fraude do INSS.

O magistrado, relator do processo que envolve Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, determinou o envio imediato de todas as apurações ao seu gabinete, além do aviso prévio sobre qualquer eventual afastamento de integrantes da equipe policial. Essas medidas causaram incômodo nos investigadores, que enxergam na decisão uma ingerência sobre a autonomia da corporação.

De acordo com agentes ligados ao caso, o rito tradicional prevê que o inquérito seja conduzido pela polícia, submetido à análise de legalidade do Ministério Público Federal após a conclusão e, por fim, encaminhado ao Supremo para avaliação do relator.

Após uma reunião de Mendonça com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, mediada pelo AGU, Jorge Messias, ficou estabelecido que as equipes do gabinete do ministro do STF e da PF se reuniriam para melhorar o fluxo de trabalho. Segundo fontes da AGU e do gabinete do Mendonça, as reuniões já foram iniciadas. Interlocutores do relator do caso no Supremo minimizam o atrito e dizem que o ruído foi um “problema isolado”.

Conforme apurou CartaCapital, Messias não pretende levar a ação ao STF. O chefe da AGU pondera que uma representação contra Mendonça, a apurar uma possível extrapolação de suas atribuições de juiz, poderia abrir espaço para que as defesas dos investigados questionassem a validade das provas obtidas, inclusive em outros processos que tramitam sob relatoria de Mendonça, como o do Banco Master.

Na tarde desta quinta-feira 27, o presidente do STF, Edson Fachin, se reunirá com Messias. O tema da reunião não foi divulgado. A expectativa é que ambos conversem sobre o assunto.

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