Política

Omar Aziz será o relator do fim da 6×1 na CCJ do Senado

Outra prioridade do governo, a PEC da Segurança Pública, terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria

Omar Aziz será o relator do fim da 6×1 na CCJ do Senado
Omar Aziz será o relator do fim da 6×1 na CCJ do Senado
O senador Omar Aziz (PSD-AM). Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Apoie Siga-nos no

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), despachou na tarde desta sexta-feira 21 para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública.

No último dia 14, Alcolumbre já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.

As escolhas representam vitórias para o governo, que quer tentar diminuir a resistência no Senado e evitar que mudanças significativas sejam feitas aos textos já aprovados na Câmara dos Deputados. O destravamento dos textos, que são cruciais para o governo, só foi possível graças a reaproximação entre Lula (PT) e Alcolumbre.

Conforme mostrou CartaCapital, os dois ficaram cerca de três meses afastados depois da rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. A reaproximação começou com um jantar organizado pelo ministro Alexandre de Moraes e avançou para três encontros entre Lula e Alcolumbre.

PEC da Segurança Pública

A PEC que trata da segurança, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no País. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.

A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.

Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

(Com informações da Agência Senado).

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo