Direto da Redação

Investigação no Maranhão chega ao coração do governo Brandão

O ‘Direto da Redação’ da terça feira 18 comenta as suspeitas de propina no Palácio dos Leões e as ameaças internas e externas às eleições de 2026

Investigação no Maranhão chega ao coração do governo Brandão
Investigação no Maranhão chega ao coração do governo Brandão
As revelações do esquema criminoso investigado por Dino (Foto: Reprodução / CartaCapital)
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Eleições 2026

A controvérsia em torno da decisão do ministro Flávio Dino de retirar parte do sigilo de uma investigação no Maranhão vai muito além do debate sobre a proteção de fontes jornalísticas. Os autos tratam de uma suposta organização criminosa, do desvio de emendas parlamentares e de suspeitas que alcançam o centro do poder estadual.

No episódio do Direto da Redação desta quarta-feira 19, Leonardo Miazzo, Sergio Lirio e Rodrigo Martins discutem o caso e analisam outros dois focos de tensão para as eleições de 2026: a ofensiva da extrema-direita contra as instituições brasileiras e as divergências no TSE sobre o uso de inteligência artificial durante a campanha.

O rastro de propinas no Palácio dos Leões

O centro da crise no Maranhão são os depoimentos que relacionam o governador Carlos Brandão a um suposto esquema de propinas dentro da própria sede do governo.

Gilson Cutrim, condenado como executor do assassinato do empresário João Bosco, ocorrido em 2022, afirmou à Polícia Federal que o crime teria sido motivado por uma disputa em torno da divisão de “acertos” financeiros.

A decisão de Flávio Dino de retirar parte do sigilo dos autos ajudou a dimensionar o alcance da investigação. O caso não se limita à atuação de um blogueiro local, suspeito de receber 100 mil reais para favorecer o grupo investigado: as acusações atingem o núcleo do poder político maranhense.

Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro na TV

Na disputa presidencial de 2026, o tempo de propaganda no rádio e na televisão começa a expor as diferenças entre as duas principais pré-campanhas.

Lula deverá contar com 5 minutos e 32 segundos, resultado de uma coligação ampla. Flávio Bolsonaro, por sua vez, terá 4 minutos e 20 segundos. O isolamento partidário impõe ao senador do PL o desafio de ultrapassar a bolha bolsonarista nas redes sociais e alcançar o eleitorado ainda indeciso, para o qual a propaganda tradicional continua relevante.

A ofensiva de Trump contra a soberania brasileira

Direto de Genebra, Jamil Chade analisa o que integrantes do governo brasileiro consideram a maior ingerência estrangeira no País desde o golpe de 1964.

A ofensiva de Donald Trump inclui ameaças de sanções contra autoridades do Judiciário brasileiro e a articulação de aliados regionais, como o presidente argentino Javier Milei. O objetivo seria pressionar o governo e o Supremo Tribunal Federal antes das eleições.

A interferência externa se soma ao risco de campanhas coordenadas de desinformação e ao uso de tecnologias como as deepfakes para manipular a opinião pública. O cenário mantém as instituições brasileiras sob forte pressão às vésperas da disputa eleitoral.

As divergências no TSE sobre o uso de inteligência artificial

No Tribunal Superior Eleitoral, as regras para o emprego de inteligência artificial na campanha dividem os ministros. Enquanto Nunes Marques defende uma interpretação mais flexível sobre conteúdos falsos ou manipulados, a maioria da Corte sustenta uma proibição rigorosa de materiais que distorçam a realidade eleitoral.

Para os analistas de CartaCapital, posições menos severas — sobretudo quando partem de ministros indicados por Jair Bolsonaro — ampliam o risco de decisões contraditórias e podem comprometer a integridade das eleições de 2026.

O Direto da Redação vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 17h, no canal de CartaCapital no YouTube. Assista abaixo à íntegra do programa de 18 de agosto de 2026:

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