Política
Edinho diz que PT vai dialogar com ‘forças democráticas’ e sinaliza busca por alianças com Centrão
Presidente do partido afirma que a legenda quer reunir diferentes forças em torno da candidatura de Lula já no primeiro turno e diz que ‘a chance é diálogo’ em um potencial segundo turno
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta segunda-feira 17 que a legenda pretende dialogar com diferentes setores políticos para formar uma frente ampla em torno da candidatura do presidente Lula já no primeiro turno das eleições de 2026 – mesmo com o fim do prazo para as coligações oficiais.
Segundo ele, a estratégia inclui conversar com as chamadas “forças democráticas”, independentemente de posições adotadas por esses grupos no passado. As declarações foram em uma coletiva de imprensa na sede nacional do partido, em Brasília.
“Vamos disputar o campo democrático já no primeiro turno. Em cima do cenário, vamos conversar com o campo democrático ainda no primeiro turno para que possamos derrotar as forças do autoritarismo de inspiração fascista. Estamos disputando com as forças que tentaram um golpe no 8 de janeiro de 2023. Lideradas pelo Bolsonaro que abandonou pessoas na pandemia”, disse.
Edinho afirmou que o PT pretende iniciar, a partir desta segunda, uma rodada de conversas com diferentes forças políticas, sem explicar exatamente quais. A formulação abre espaço para a continuidade da aproximação de Lula com partidos do Centrão, movimento que já vinha sendo construído pelo presidente em sua relação com lideranças do Congresso.
“A chance é diálogo. Não tem jogo ganho sem ter jogado. Nós vamos, a partir de hoje, estabelecer um diálogo com as forças democráticas do Brasil, independente de posições tomadas no passado. Nós queremos juntar em torno da candidatura de presidência todas as forças democráticas do nosso País”, afirmou.
Influência de Trump nas eleições
De forma lateral, Edinho também criticou o que classificou como interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no processo eleitoral brasileiro. O dirigente afirmou confiar nas instituições brasileiras e no Tribunal Superior Eleitoral.
“É preocupante. Fica nítido a interferência de Trump em processos eleitorais. Mas nós acreditamos na força das instituições brasileiras e na força do TSE para impedir qualquer tipo de ingerência no processo brasileiro. Confiamos muito no presidente Kassio Nunes Marques para ele garantir a lisura do processo”, afirmou.
Edinho também associou o governo norte-americano a grupos bolsonaristas e mencionou a disputa em torno das terras raras brasileiras. “Eles [EUA] estão alinhados com quem foi até os EUA para oferecer as terras raras, para que os Estados Unidos conduzam a transição do governo no Brasil [se os bolsonaristas vencerem]”, disse.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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