Política

Câmara aprova projeto que autoriza oficial de justiça a portar arma

A matéria, que altera trechos do Estatuto do Desarmamento, segue para análise do Senado

Câmara aprova projeto que autoriza oficial de justiça a portar arma
Câmara aprova projeto que autoriza oficial de justiça a portar arma
Foto: Freepik/Reprodução
Apoie Siga-nos no

A Câmara dos Deputados aprovou, em votação simbólica nesta quinta-feira 13, um projeto de lei que permite a posse e o porte de arma de fogo por oficiais de justiça. O texto, que altera trechos do Estatuto do Desarmamento, segue para análise do Senado.

O projeto, que tramitava na Câmara há vinte anos, diz que esses profissionais poderão portar arma para defesa pessoal e estabelece que a autorização deverá constar da carteira funcional.

Em 2005, quando foi apresentada, a proposta chegou a ser relatada pelo então deputado federal Jair Bolsonaro na Comissão de Segurança Pública. O parecer avalizado em plenário é de autoria do líder do PSB, Jonas Donizette (SP).

Os oficiais de justiça são servidores do Poder Judiciário responsáveis por cumprir, na prática, as decisões dos juízes. Entre as principais atribuições desses profissionais estão a realização de citações e intimações, informando partes, testemunhas ou advogados sobre decisões e prazos judiciais.

Parlamentares da chamada ‘bancada da bala‘ tentaram incluir na mesma regra dos oficiais integrantes do quadro efetivo de agentes e guardas prisionais, equipes de escolta de presos, guardas portuárias, servidores da carreira de Auditoria da Receita Federal, auditores fiscais e técnicos da Receita Federal. As emendas, porém, foram rejeitadas por Donizette como parte do acordo que levou o PL à votação.

A autorização para a posse de armas dos oficiais de Justiça não será automática. Os profissionais ainda precisarão cumprir os requisitos operacionais básicos do Estatuto do Desarmamento, como comprovação de aptidão psicológica, prova de capacidade técnica para o manuseio e treinamento.

“Estamos falando de um segmento que precisa ser entendido como parte do nosso sistema de Justiça e Segurança Pública. É esse segmento que vai bater na porta das pessoas, entregar um ofício não tão agradável”, afirmou o deputado Airton Faleiro (PT-PA), que representou a liderança do governo na votação.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo