Política

Quaest indica que apoio de Milei pode ser tóxico para Flávio Bolsonaro

A pesquisa ocorre em meio à repercussão das ofensas proferidas pelo presidente da Argentina contra Lula, que deflagraram uma crise diplomática

Quaest indica que apoio de Milei pode ser tóxico para Flávio Bolsonaro
Quaest indica que apoio de Milei pode ser tóxico para Flávio Bolsonaro
O presidente da Argentina, Javier Milei, e o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. Foto: Nelson Almeida/AFP
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Uma pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira 10 mostra que o apoio do presidente da Argentina, Javier Milei, pode ser prejudicial ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Para a maior parcela dos entrevistados (34%), o endosso de Milei a Flávio aumenta as chances de votar em Lula (PT), enquanto 27% dizem que ele turbina a possibilidade de escolher o filho de Jair Bolsonaro (PL). Outros 17% afirmam que isso eleva as chances de votar em outro candidato e 16% responderam não fazer diferença. Seis por cento não sabem ou não responderam.

O instituto ouviu 2.004 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-06591/2026.

A sondagem ocorreu em meio à repercussão das ofensas proferidas por Milei contra Lula, que deflagraram uma crise diplomática. Os ataques do ultraliberal, inclusive durante a convenção nacional em que o PL lançou Flávio à Presidência, abalaram os vínculos entre Brasília e Buenos Aires. Ao menos por enquanto, o Brasil manterá suas relações com o vizinho no nível de encarregado de negócios, sem um embaixador na capital argentina.

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