Política

Myriam Bregman: Repressão e autoritarismo são as marcas de Milei

A CartaCapital, a deputada argentina afirmou repudiar os insultos do ultraliberal ao presidente Lula

Myriam Bregman: Repressão e autoritarismo são as marcas de Milei
Myriam Bregman: Repressão e autoritarismo são as marcas de Milei
A deputada argentina Myriam Bregman, em 22 de outubro de 2023. Foto: Leo Vaca/Telam/AFP
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A deputada argentina Myriam Bregman (Partido dos Trabalhadores Socialistas) afirmou, em entrevista a CartaCapital, estar “acostumada” com os insultos do presidente Javier Milei. Segundo ela, o autoritarismo é uma marca do ultraliberal.

As ofensas proferidas por Milei contra o presidente Lula (PT), que deflagraram uma crise diplomática, ocorreram nesse contexto, disse Bregman, potencial candidata à Presidência em 2027 e uma das principais vozes na oposição ao atual governo argentino. “Vimos isso em relação ao governo de Lula porque Milei é um aliado incondicional da família Bolsonaro, tanto do pai quanto do filho.”

O presidente argentino é, segundo ela, parte de um movimento cujos traços são o autoritarismo, a repressão e a perseguição.

“Há companheiros que perderam a visão por conta da repressão de Milei”, acrescentou, em referência a episódios de violência policial em protestos contra o governo. “Todas essas formas autoritárias fazem parte do conteúdo de suas políticas, e repudiamos tudo o que ele fez no Brasil nos últimos dias.”

As agressões de Milei a Lula, inclusive durante a convenção nacional em que o PL lançou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência, abalaram os vínculos entre Brasília e Buenos Aires. Ao menos por enquanto, o Brasil manterá suas relações com o vizinho no nível de encarregado de negócios, sem um embaixador na capital argentina.

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