Justiça

Convidado pelo TSE, Carter Center desiste de observar as eleições gerais no Brasil

A entidade alegou dificuldades financeiras após cortes de Donald Trump

Convidado pelo TSE, Carter Center desiste de observar as eleições gerais no Brasil
Convidado pelo TSE, Carter Center desiste de observar as eleições gerais no Brasil
Foto: Agência Brasil
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Eleições 2026

O Carter Center desistiu de participar como observador em missão internacional para as eleições gerais deste ano no Brasil. A organização não governamental sediada nos Estados Unidos comunicou a desistência ao Tribunal Superior Eleitoral devido a dificuldades financeiras.

Em julho do ano passado, o Congresso norte-americano aprovou um corte – proposto pelo presidente Donald Trump – de 9 bilhões de dólares em financiamento destinado à ajuda externa, o que resultou no fechamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

Somente no Carter Center as perdas foram estimadas em 11 milhões de dólares. As dificuldades da entidade também têm como fator o redirecionamento de recursos de doadores europeus para a missão da União Europeia em outubro.

A Organização dos Estados Americanos, da UE, participará da missão ao lado da Comunidade dos Países e Língua Portuguesa e da União Interamericana de Organismos Eleitorais. A Fundação Internacional para Sistemas Eleitorais também informou que não participará do pleito deste ano.

O Carter Center foi fundado em 1982 pelo ex-presidente Jimmy Carter e pela ex-primeira-dama Rosalynn Carter, tendo realizado mais de 100 missões de observação eleitoral em cerca de 40 países. Em 2022, participou das eleições no Brasil.

Em relatório divulgado após o pleito daquele ano, a entidade atestou a lisura do processo eleitoral e a confiabilidade nas urnas eletrônicas. Por outro lado, recomendou  ao TSE aperfeiçoar o combate à desinformação, uma vez que foi verificada a existência massiva de produção de fake news.

No mês passado, o Ministério das Relações Exteriores recusou o pedido de visto de dois funcionários do governo dos Estados Unidos sob a justificativa de que eles viriam para interferir nas eleições brasileiras. Kassio Nunes Marques, presidente da Corte Eleitoral, defende que a observação internacional ajuda a reforçar a credibilidade do processo.

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