Justiça

TSE proíbe propaganda eleitoral em carros de aplicativo

Os automóveis utilizados para transporte por aplicativo são considerados bens de uso comum para fins eleitorais

TSE proíbe propaganda eleitoral em carros de aplicativo
TSE proíbe propaganda eleitoral em carros de aplicativo
Apoie Siga-nos no
Eleições 2026

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu proibir o uso de adesivos de propaganda eleitoral em veículos de transporte de passageiros por aplicativo em todo o país. A decisão manteve a multa no valor de 2 mil reais aplicada pela Justiça Eleitoral de Pernambuco a um candidato do município de Caruaru que veiculou um adesivo microperfurado com seu nome e número em um automóvel durante a campanha de 2024.

O acórdão definitivo sobre o julgamento foi publicado na última sexta-feira 1ª e estabeleceu a proibição para pleitos futuros.

O entendimento firmado pela maioria da Corte seguiu o voto do relator do recurso, ministro Floriano de Azevedo Marques. De acordo com o relator, a proibição fundamenta-se no artigo 37 da Lei das Eleições, que veda a publicidade política em bens públicos e em bens de uso comum.

Embora sejam veículos de propriedade privada, os automóveis utilizados para transporte por aplicativo são considerados bens de uso comum para fins eleitorais enquanto estiverem prestando serviço de transporte remunerado à população.

Para o relator, o objetivo da legislação é impedir que candidatos obtenham vantagens indevidas e utilizem espaços de ampla circulação de pessoas para captação de votos.

Marques foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva e pela ministra Estela Aranha, restando vencido apenas o ministro Kassio Nunes Marques, que divergiu por defender uma interpretação restritiva da norma.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo