Política

Sem espaço no Centrão, Flávio Bolsonaro mira vice mulher e mantém ofensiva até a data limite

A estratégia de buscar aproximação com partidos nos últimos meses não produziu o efeito esperado pelo PL

Sem espaço no Centrão, Flávio Bolsonaro mira vice mulher e mantém ofensiva até a data limite
Sem espaço no Centrão, Flávio Bolsonaro mira vice mulher e mantém ofensiva até a data limite
O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e a esposa Fernanda Bolsonaro na convenção nacional do PL, em São Paulo. Foto: Beto Barata/PL
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Às vésperas do fim do prazo para a realização das convenções partidárias, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) intensificou a busca por uma mulher para compor sua chapa. A definição da vice tornou-se uma das principais pendências da campanha, depois de meses de negociações frustradas com partidos do Centrão e resistência aos nomes cogitados pelo entorno do presidenciável. 

Desde a pré-campanha, Flávio e aliados trabalham com a avaliação de que uma mulher poderia ampliar o alcance eleitoral da chapa. A estratégia também dialoga com o peso político da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), considerada por dirigentes da legenda uma liderança capaz de mobilizar o eleitorado feminino e evangélico, ainda que a relação entre ela e o senador tenha atravessado uma crise pública nos últimos meses. 

Ao longo das negociações, o primeiro movimento foi buscar uma composição com o Centrão. Flávio convidou a senadora Tereza Cristina (PP-MS), mas a direção nacional do PP decidiu permanecer neutra na disputa presidencial, inviabilizando a aliança. Em seguida, entrou em cena a possibilidade de uma chapa com a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, filiada ao Republicanos. A hipótese, porém, enfrenta resistências tanto no próprio Republicanos, que também caminha para a neutralidade, quanto no PL, onde dirigentes defenderam um perfil com maior experiência política e capacidade de agregar votos.

Com o impasse, alternativas passaram a ser discutidas. Entre elas estão a presidente nacional do Podemos, deputada Renata Abreu (SP), cuja legenda ainda avalia seu posicionamento na eleição presidencial, e Marina Candia (PSDB), nome igualmente condicionado à definição da estratégia de seu partido. Paralelamente, o PL manteve um plano de contingência com nomes da própria legenda, como as deputadas Júlia Zanatta (SC) e Priscila Costa (CE), embora a preferência continue a ser por uma composição que traga um partido para a coligação.

A insistência em buscar uma vice fora do PL tem um objetivo claro. Além de ampliar o arco de alianças, a campanha tenta aumentar o tempo de propaganda eleitoral e fortalecer a estrutura partidária disponível durante a disputa. Esse foi o principal motivo para a aproximação com legendas do Centrão nos últimos meses, estratégia que, até agora, não produziu o resultado esperado. 

O prazo para oficializar a chapa termina na quarta-feira 5, último dia permitido pela legislação para a realização das convenções partidárias.

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