Justiça

PT vai ao TSE contra Flávio Bolsonaro por uso de IA contra Lula

A representação chegou ao gabinete do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques

PT vai ao TSE contra Flávio Bolsonaro por uso de IA contra Lula
PT vai ao TSE contra Flávio Bolsonaro por uso de IA contra Lula
Edifício sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) –Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Eleições 2026

A Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) acionou o Tribunal Superior Eleitoral nesta quinta-feira 30 para remover perfis que utilizam inteligência artificial para produzir e disseminar vídeos contra o presidente Lula.

Distribuída ao gabinete do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, a representação lista como alvos o senador Flávio Bolsonaro, principal oponente do petista na corrida eleitoral, e os deputados federais Mario Frias (PL-SP), Gustavo Gayer (PL-GO) e Gilvan da Federal (PL-ES). O pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro André Marinho (Novo) e o sobrinho de Jair Bolsonaro Léo Índio também são citados como integrantes do que a federação chamou de “teia de desinformação”.

“Essa rede reúne ao menos 32 perfis, 1.464.245 seguidores compartilhados e 23.828 publicações – ou seja, se somados aos números das pessoas públicas representadas, as publicações chegam a mais de 10 milhões de seguidores”, aponta a representação assinada pelo jurídico da campanha de Lula.

Na petição, a federação sustenta que existe uma estrutura coordenada de contas no Instagram que utiliza o recurso de publicação colaborativa (as chamadas collabs) para ampliar o alcance de conteúdos produzidos por inteligência artificial com o objetivo de degradar a imagem de Lula, do PT e de aliados.

O material seria posteriormente impulsionado por parlamentares e figuras públicas com milhões de seguidores, potencializando a disseminação. De acordo com a ação, essa rede também monetiza a atividade por meio da venda de cursos sobre inteligência artificial e da arrecadação de recursos via Pix e criptomoedas.

Os advogados argumentam que o caso vai além da simples publicação de vídeos produzidos por inteligência artificial. Segundo eles, haveria um comportamento coordenado entre diferentes perfis para dominar o debate público nas redes sociais e impulsionar conteúdos ofensivos em escala.

“A publicação desses materiais por pessoas públicas de grande envergadura no ambiente digital, que ostentam o peso da credibilidade institucional, assume papel importante para a consolidação do conteúdo na audiência. O material artificial recebe a chancela da credibilidade pública e institucional dessas autoridades ou do grau de influência que essas pessoas públicas carregam consigo”, diz outro trecho da representação.

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