Bem-Estar

Cirurgia de papada: 7 pontos importantes sobre o procedimento para remover o excesso de pele

Após perder cerca de 16 quilos, o apresentador Ratinho revelou que passou por uma cirurgia para corrigir o excesso de pele na região da papada. Em tom de brincadeira, disse que estava parecendo “um boi Nelore”, referindo-se ao incômodo causado pela flacidez que permaneceu mesmo […]

Cirurgia de papada: 7 pontos importantes sobre o procedimento para remover o excesso de pele
Cirurgia de papada: 7 pontos importantes sobre o procedimento para remover o excesso de pele
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Após perder cerca de 16 quilos, o apresentador Ratinho revelou que passou por uma cirurgia para corrigir o excesso de pele na região da papada. Em tom de brincadeira, disse que estava parecendo “um boi Nelore”, referindo-se ao incômodo causado pela flacidez que permaneceu mesmo depois do emagrecimento. A situação é mais comum do que parece e costuma afetar pessoas que passam por grandes perdas de peso, além daquelas que enfrentam as mudanças naturais do envelhecimento.

Embora muitas pessoas associem a papada apenas ao excesso de gordura, ela pode ter diferentes causas, como flacidez da pele, enfraquecimento muscular e alterações estruturais da face. Por isso, o tratamento nem sempre se resume à retirada de gordura e, em alguns casos, a cirurgia é a alternativa mais eficaz para restaurar o contorno entre o rosto e o pescoço.

Abaixo, confira alguns pontos sobre a papada e a cirurgia para retirá-la.

1. Emagrecer nem sempre elimina a papada

Muitas pessoas acreditam que a papada desaparece automaticamente após a perda de peso. No entanto, quando há excesso de pele ou perda importante da elasticidade cutânea, o volume pode permanecer, mesmo após o emagrecimento. Isso acontece porque a pele nem sempre consegue se retrair completamente depois de grandes variações de peso.

“A região da papada costuma sofrer alterações importantes após grandes perdas de peso e, também, com o avanço da idade. Nesses casos, quando há excesso de pele e flacidez, a cirurgia pode ser a alternativa mais indicada para restaurar o contorno entre o rosto e o pescoço. O procedimento é planejado de acordo com a necessidade de cada paciente e pode envolver a retirada do excesso de pele, o tratamento da gordura localizada e o reposicionamento da musculatura cervical, quando necessário”, explica o cirurgião da face Dr. Fernando Molina.

2. Nem toda papada tem a mesma causa

Antes de realizar qualquer tratamento, é necessário entender por que a papada surgiu. “Antes da indicação cirúrgica, é fundamental uma avaliação criteriosa para identificar a principal causa da papada, já que ela pode resultar do acúmulo de gordura, da perda de elasticidade da pele, da flacidez muscular ou da combinação desses fatores. O objetivo é promover um resultado proporcional, natural e compatível com a anatomia de cada pessoa”, destaca o especialista.

3. A cirurgia pode envolver mais de uma técnica

Assim como acontece em outros procedimentos faciais, o tratamento da papada nem sempre depende de uma única intervenção. Em pacientes selecionados, a combinação de técnicas pode oferecer resultados mais naturais e equilibrados, desde que exista indicação clínica.

Segundo o cirurgião plástico facial e otorrinolaringologista Dr. André Baraldo, a associação de procedimentos não significa exagero, mas um planejamento mais completo. “Os procedimentos combinados são indicados quando há benefícios reais em tratar diferentes estruturas da face de forma integrada. O objetivo não é aumentar a intervenção, mas otimizar o resultado com equilíbrio e segurança”, enfatiza.

A imagem mostra uma consulta médica, com um profissional de saúde e uma paciente analisando informações em uma prancheta. A cena transmite um momento de orientação e esclarecimento, no qual médico e paciente discutem resultados, sintomas, diagnóstico ou opções de tratamento
O planejamento personalizado é essencial para definir a melhor abordagem cirúrgica para remover a papada (Imagem: Wasana Kunpol | Shutterstock)

4. O planejamento individual faz toda a diferença

Embora existam diversas técnicas para tratar a papada, não há um protocolo único que funcione para todos os pacientes. A decisão depende da anatomia facial, da qualidade da pele, da idade, da quantidade de flacidez e das expectativas em relação ao resultado.

“O planejamento cirúrgico deve ser totalmente individualizado. Considerando proporções faciais, expectativas do paciente, qualidade da pele e grau de envelhecimento antes de decidir se há necessidade de associação de técnicas”, explica o Dr. André Baraldo.

5. Nem sempre uma cirurgia maior significa um resultado melhor

Com a evolução da cirurgia facial, a tendência atual é buscar resultados discretos e naturais, evitando mudanças exageradas. “Muitas vezes, um único procedimento bem indicado já é suficiente para trazer uma mudança significativa. O excesso de intervenções pode comprometer a naturalidade, que é um dos principais objetivos da cirurgia facial moderna”, afirma o Dr. André Baraldo.

6. A segurança vem antes do resultado estético

Quando há indicação para combinar procedimentos faciais, a decisão também considera fatores importantes para garantir a segurança do paciente. “A decisão precisa considerar segurança anestésica, tempo de cirurgia e capacidade de recuperação. Nem sempre é indicado concentrar tudo em um único momento cirúrgico”, ressalta o Dr. André Baraldo.

7. O objetivo é recuperar o contorno facial, sem perder a naturalidade

Mais do que eliminar a papada, a cirurgia busca restaurar o equilíbrio entre rosto e pescoço, preservando a identidade do paciente. “O resultado ideal é aquele em que o paciente se reconhece no espelho, mas com mais harmonia e equilíbrio facial. A cirurgia deve valorizar características individuais, não padronizar rostos”, conclui o Dr. André Baraldo.

Por Sarah Carvalho

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