Justiça
Parlamentares do PSOL acionam SSP e MP para apurar possível lesbofobia em morte de casal no litoral de SP
Os corpos foram encontrados enterrados em uma área de mata, nove dias após o desaparecimento
Integrantes do PSOL passaram a cobrar que a investigação sobre a morte de Ieda Aparecida Simplício, de 62 anos, e Fabiana de Fátima Nogueira, de 47, considere a possibilidade de lesbofobia como motivação para o crime. Parlamentares do partido acionaram a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e o Ministério Público paulista para pedir que essa linha de apuração seja formalmente analisada pelas autoridades.
O pedido ocorre após os corpos das duas mulheres serem encontrados enterrados, no sábado 18, em uma área de mata no bairro Samaritá, em São Vicente, na Baixada Santista. Elas estavam desaparecidas desde 9 de julho, quando deixaram um encontro com familiares e amigos em Praia Grande.
Nas redes sociais, o deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL-SP) informou que solicitou à SSP-SP uma investigação rigorosa para verificar se o casal foi vítima de lesbofobia. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) anunciou que acionou o Ministério Público e defendeu que as autoridades também apurem eventuais motivações relacionadas a lesbocídio, feminicídio e racismo. Em sua manifestação, ela destacou que as vítimas eram um casal de mulheres negras que se preparava para se casar e cobrou rapidez na identificação e responsabilização dos autores.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, os corpos foram localizados após a Polícia Militar ser acionada para uma ocorrência de encontro de cadáver. Familiares fizeram o reconhecimento das vítimas, enquanto equipes da Delegacia de Investigações Gerais de Praia Grande e do Corpo de Bombeiros atuaram no local. Exames periciais e necroscópicos foram requisitados, e o caso foi registrado como homicídio e morte suspeita.
De acordo com as investigações, Ieda e Fabiana desapareceram na noite de 9 de julho, depois de informarem a pessoas próximas que precisavam resolver um assunto antes de voltar para casa. Dois dias depois, o carro utilizado pelo casal foi encontrado abandonado em Praia Grande. O veículo passou a integrar a investigação sobre os últimos deslocamentos das vítimas.
Durante as buscas na área onde os corpos foram encontrados, policiais também localizaram um fragmento de crânio humano nas proximidades da cova. A perícia ainda apura se o material tem relação com o caso ou se pertence a outra ocorrência.
Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia Civil afirma que trabalha para esclarecer a dinâmica do crime, identificar os responsáveis e determinar a motivação das mortes.
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