Justiça
PF inicia a segurança de candidatos à Presidência; Flávio Bolsonaro recusa proteção
A operação se dá com o início das convenções partidárias e poderá atender até dez candidaturas. O senador do PL diz não confiar no diretor-geral da Polícia Federal
A Polícia Federal inicia nesta segunda-feira 20 a operação nacional de segurança destinada aos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A estrutura foi preparada para atender simultaneamente até dez candidaturas, com atuação em todo o País, mobilização de até 458 servidores e investimento estimado em 95 milhões de reais.
O esquema passa a funcionar com o início das convenções partidárias, período em que as candidaturas começam a ser oficializadas. A proteção poderá ser efetivamente disponibilizada após a homologação de cada candidatura e mediante solicitação formal das respectivas campanhas.
Segundo a PF, cada presidenciável contará com um planejamento específico de segurança, elaborado com base em análises de risco que levam em conta histórico de ameaças, informações de inteligência, características dos eventos, deslocamentos e condições de segurança de cada local visitado. Antes de cada agenda, equipes farão vistorias e trabalharão em conjunto com as forças de segurança estaduais e municipais. A operação também poderá empregar veículos blindados, sistemas antidrone, monitoramento de ameaças digitais, reconhecimento facial e equipamentos para inspeções antibomba.
A corporação afirma que o modelo foi desenhado para assegurar tratamento igualitário a todas as campanhas, embora o efetivo e os recursos destinados a cada candidato variem conforme a avaliação técnica de risco. Desde abril, a PF mantém reuniões com partidos e pré-candidaturas para apresentar os protocolos da operação e esclarecer dúvidas sobre o funcionamento do esquema de proteção.
Na véspera do início da operação, o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, anunciou que não solicitará a proteção da Polícia Federal durante a campanha. Em publicação nas redes sociais, afirmou não confiar na direção da corporação e disse temer uma suposta infiltração de agentes em sua equipe.
A PF informou que a adesão ao esquema é opcional e que a decisão das campanhas será respeitada. Caso um candidato recuse inicialmente a proteção, poderá solicitar o serviço posteriormente, desde que cumpra os procedimentos previstos pela corporação.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Lula x Flávio: saiba como está a corrida presidencial segundo as pesquisas de julho
Por Carta Capital
Do tarifaço às urnas: a leitura do Planalto sobre a ofensiva comercial de Trump
Por André Barrocal




