Justiça
Após operação da PF, governo de SP suspende contratação de consignados com banco Digimais
A instituição, ligada ao bispo Edir Macedo, é investigada por supostamente cometer os crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos e operações de crédito vedadas
O governo de São Paulo suspendeu a contratação de novos consignados junto ao banco Digimais. A instituição financeira é investigada pela Polícia Federal por supostamente cometer os crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas.
A suspensão ocorreu no dia 29 de junho. Dias antes, a PF fez uma operação contra o banco e bloqueou 670 milhões de reais das contas da instituição, ligada ao bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal. Conforme apurou CartaCapital, as fraudes podem custar 12 bilhões de reais ao Fundo Garantidor de Créditos — que terá que ressarcir os clientes do banco.
Em 2023, a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos-RJ) autorizou a solicitação de empréstimos consignados ao Digimais a policiais militares de São Paulo.
A determinação ocorreu dois anos após a Secretaria da Fazenda do Governo Federal negar pedido feito pelo banco de credenciamento junto ao Sistema de Consignação em Folha de Pagamento do Estado de São Paulo, pois não atendia à exigências de decreto que dispõe sobre as consignações em folha de pagamento de servidores públicos.
O inquérito aberto pela PF teve como pano de fundo uma notificação enviada pelo Banco Central em maio. O Digimais alega que as acusações são inverídicas e “desprovidas de qualquer comprovação material documental”.
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