Economia
Senado aprova a MP do Frete após acordo entre governo e oposição
O entendimento destravou a votação na reta final de validade da medida. O texto segue para sanção do presidente Lula
O Senado aprovou nesta terça-feira 14 a MP do Frete, após um acordo entre o governo Lula (PT) e a oposição destravar a análise da proposta na reta final de sua validade. A medida, que reforça a fiscalização do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas, perderia a validade na quinta-feira 16 caso não fosse aprovada pelo Congresso Nacional.
A votação ocorreu um dia depois de líderes governistas e oposicionistas chegarem a um entendimento para superar os principais impasses em torno do texto. A negociação também ocorreu sob pressão de caminhoneiros, que cobravam uma decisão do Senado e iniciaram mobilizações em alguns pontos do País.
Com a aprovação, o texto segue para sanção do presidente Lula. O acordo prevê que alguns dispositivos considerados inaceitáveis pelo governo sejam vetados pelo presidente, enquanto outros pontos foram ajustados para evitar que a proposta tivesse de voltar à Câmara dos Deputados.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), agradeceu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pela votação da medida.
Um dos principais pontos de divergência era a anistia a multas aplicadas a caminhoneiros e transportadores por bloqueios realizados depois das eleições de 2022. O governo se opõe ao dispositivo e indicou que Lula deverá vetá-lo.
Outro ponto discutido durante as negociações foi a criação de um piso salarial para motoristas profissionais do transporte rodoviário de cargas. O texto aprovado pela Câmara havia estabelecido o valor de 5 mil reais, mas o Senado retirou este trecho. Assim, o Congresso fixa a necessidade do valor mínimo para o frete, mas não determina o montante, que será regulamentado posteriormente.
A MP foi editada pelo governo em março e aprovada pela Câmara em junho. A proposta reforça os mecanismos para o cumprimento da política de pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas e estabelece regras de fiscalização e punição para contratantes que pagarem valores abaixo do mínimo definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres.
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