Bem-Estar

Depois do emagrecimento: 7 cuidados antes de recorrer à cirurgia plástica para tratar o excesso de pele

Emagrecer é uma conquista importante para a saúde e representa o fim de uma longa jornada para muitas pessoas. No entanto, após uma perda significativa de peso, especialmente quando ela acontece de forma acelerada, um novo desafio pode surgir: o excesso de pele. Além de […]

Depois do emagrecimento: 7 cuidados antes de recorrer à cirurgia plástica para tratar o excesso de pele
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Emagrecer é uma conquista importante para a saúde e representa o fim de uma longa jornada para muitas pessoas. No entanto, após uma perda significativa de peso, especialmente quando ela acontece de forma acelerada, um novo desafio pode surgir: o excesso de pele. Além de alterar o contorno corporal, essa condição pode provocar desconforto, irritações, dificuldade para praticar atividades físicas e até comprometer a autoestima.

Com o aumento do uso dos medicamentos análogos de GLP-1, popularmente chamados de canetas emagrecedoras, e de outros tratamentos para obesidade, houve um crescimento na procura por cirurgias plásticas reparadoras. Mais do que procedimentos estéticos, elas fazem parte da recuperação funcional de muitos pacientes.

A seguir, confira os principais cuidados antes de recorrer à cirurgia plástica para tratar o excesso de pele!

1. Entenda que o excesso de pele é uma consequência comum após grandes perdas de peso

Nem sempre a pele consegue acompanhar a redução do volume corporal. Quanto maior foi o tempo convivendo com a obesidade e mais intenso o emagrecimento, maior pode ser a sobra de pele em regiões como abdômen, braços, coxas e costas. Segundo o cirurgião plástico Dr. Marco Cassol, essa é uma das principais queixas de pacientes que passaram por uma transformação importante no peso.

“Após grandes perdas de peso, é muito frequente observar excesso de pele em diferentes regiões do corpo, como abdômen, braços, coxas e costas. Isso acontece porque a pele perde elasticidade e não acompanha a redução do volume corporal. Em alguns casos, o excesso de pele causa assaduras, dificuldade para realizar atividades físicas, limitações de movimento e até impacto na higiene pessoal. Por isso, a indicação cirúrgica pode ter caráter reparador.”

2. Espere o momento certo antes de fazer qualquer cirurgia

A ansiedade para concluir a transformação corporal é compreensível, mas operar antes da estabilização do peso pode comprometer os resultados e aumentar o risco de novas alterações. Para o cirurgião plástico Dr. Luis Fernando de Mattos, o planejamento é tão importante quanto o procedimento.

“O ideal é que o paciente esteja com o peso estabilizado antes de realizar qualquer cirurgia, para garantir resultados mais duradouros e reduzir o risco de novas alterações corporais. Muitas vezes é necessário aguardar um período após o emagrecimento para avaliar a estabilidade do peso e definir o melhor momento cirúrgico”, explica.

3. Conheça as cirurgias mais procuradas após o emagrecimento

Cada paciente apresenta necessidades diferentes, mas alguns procedimentos aparecem com frequência entre pessoas que perderam muito peso, principalmente após tratamentos com medicamentos para emagrecer.

“A abdominoplastia está entre os procedimentos mais procurados porque o abdômen geralmente apresenta sobra de pele e flacidez importante após o emagrecimento acelerado. O lifting de coxas é indicado quando há excesso de pele na região, o que pode causar desconforto ao caminhar e impacto estético relevante. A braquioplastia corrige a flacidez na região dos braços, que muitas vezes incomoda tanto esteticamente quanto funcionalmente. A mastopexia é indicada para reposicionar as mamas e melhorar o contorno, muitas vezes associada ou não ao uso de prótese, dependendo de cada caso”, resume o cirurgião plástico Dr. Jorge Seba, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

4. Avalie se o emagrecimento realmente terminou antes de pensar em cirurgia

Nem toda mudança no corpo representa ganho ou perda de gordura. Questões hormonais e metabólicas podem influenciar diretamente o peso e a composição corporal, tornando essencial uma avaliação médica completa antes da cirurgia.

O ginecologista Dr. Rafael Lazarotto explica que esse cuidado evita decisões precipitadas. “A mulher costuma ouvir que basta comer menos e fazer exercício, mas nem sempre o cenário é tão simples. Hormônios, qualidade do sono, inflamação metabólica, intestino, estresse e retenção hídrica podem interferir diretamente na forma como o corpo responde ao emagrecimento. Muitas mulheres chegam dizendo que ganharam peso rapidamente, mas parte importante pode ser retenção. Precisamos diferenciar gordura, edema e alterações hormonais antes de definir estratégias”, alerta.

Um personal trainer orienta uma mulher que segura um peso de disco durante um treino em uma academia iluminada. Ao fundo, outra mulher também se exercita.
O treino de força é um grande aliado para preservar e até aumentar a massa muscular durante o processo de emagrecimento (Imagem: Odua Images | Shutterstock)

5. Preserve a massa muscular durante todo o processo

Emagrecer de forma saudável significa perder gordura preservando a musculatura. Esse cuidado favorece o metabolismo, melhora a recuperação cirúrgica e contribui para manter os resultados a longo prazo. A endocrinologista Dra. Patricia Gracitelli destaca que a composição corporal é muito mais importante do que apenas o número mostrado na balança.

“Quanto maior a massa muscular, maior o metabolismo basal, o que ajuda no controle do peso e na regulação metabólica. O treino de força é uma das principais ferramentas para preservar e até aumentar a massa muscular mesmo em fases mais avançadas da vida. A manutenção da massa muscular está diretamente relacionada à capacidade de realizar atividades do dia a dia com independência e segurança. Alimentação adequada, atividade física regular e acompanhamento médico são fundamentais para preservar a saúde muscular ao longo da vida”, afirma.

6. Evite buscar um emagrecimento extremo para parecer mais jovem

A perda exagerada de gordura também pode afetar a face. O aspecto envelhecido, muitas vezes associado às grandes perdas de peso, acontece porque estruturas importantes responsáveis pelo volume facial diminuem.

Segundo o cirurgião plástico facial Dr. Yuri Moresco, um rosto saudável depende do equilíbrio entre os volumes naturais. “Muito do que entendemos como um rosto jovial é um rosto com volumes bem posicionados. Um rosto interessante de ser visto tem volumes no lugar certo. Por isso, cresceram tanto os preenchimentos, porque eles recuperam o viço da pele e reposicionam volumes”, explica.

7. Lembre-se de que o principal objetivo é recuperar qualidade de vida

Embora o resultado estético seja importante, a cirurgia pós-emagrecimento deve ser encarada como uma etapa de reabilitação física e funcional. O objetivo é devolver conforto, facilitar a mobilidade e permitir que o paciente aproveite plenamente a nova fase.

O Dr. Marco Cassol ressalta que o sucesso do procedimento vai muito além da aparência. “As cirurgias reparadoras têm o objetivo de remover o excesso de pele e devolver contorno corporal mais adequado, sempre respeitando a saúde e a segurança do paciente. O resultado ideal não é apenas visual. O mais importante é que o paciente se sinta confortável, consiga se movimentar melhor e tenha melhora nas atividades do dia a dia”, afirma.

Mais do que completar uma transformação estética, a cirurgia plástica reparadora pode representar a etapa final de um processo de recuperação da saúde. Quando realizada com indicação adequada, peso estabilizado e acompanhamento multidisciplinar, ela ajuda a consolidar os resultados do emagrecimento e proporciona mais conforto, autonomia e qualidade de vida.

Por Sarah Carvalho

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