Política

Projeto que proíbe aposentadoria compulsória de juiz como punição avança na Câmara

A proposta ainda precisa ser analisada por uma comissão especial que deverá ser criada para esse fim

Projeto que proíbe aposentadoria compulsória de juiz como punição avança na Câmara
Projeto que proíbe aposentadoria compulsória de juiz como punição avança na Câmara
Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira 8, a da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Senado que acaba com a chamada aposentadoria compulsória de membros do Poder Judiciário como forma de punição.

A proposta ainda precisa ser analisada por uma comissão especial que deverá ser criada para esse fim, e depois segue para apreciação do plenário, onde precisará ser votada em dois turnos.

A proposta mantém a previsão de que o ato de remoção ou de disponibilidade do magistrado, por interesse público, deverá ser fundado em decisão por voto da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mas acrescenta que a suspensão poderá ser de até 90 dias e a disponibilidade poderá ser de até dois anos.

Ainda de acordo com o texto, concluído o processo administrativo disciplinar, o tribunal ou o CNJ, quando couber a pena de perda do cargo em decisão por voto de dois terços de seus membros, deverá representar ao Ministério Público, no prazo de 30 dias, para o ato formal da respectiva ação judicial. Nesse caso, o magistrado deve ser afastado das funções, com vencimentos proporcionais, até o trânsito em julgado da sentença.

Se a decisão for pelo arquivamento da representação ou se a ação judicial for julgada improcedente em decisão definitiva, o magistrado retorna às suas funções. O Ministério Público deve se pronunciar sobre a representação no prazo de 90 dias, sob pena de configurar infração disciplinar.

A PEC também estabelece que os ministérios públicos da União e dos Estados deverão se submeter a regime disciplinar único, nos termos de lei complementar específica, de iniciativa privativa do Procurador-Geral da República. Até que seja editada essa lei complementar, deverá ser aplicada a todos os membros do Ministério Público o regime disciplinar do Ministério Público da União, e não se admite, no regime disciplinar da magistratura ou do MP, a pena de aposentadoria compulsória com proventos proporcionais.

(Com informações da Agência Câmara).

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