Economia
Alcolumbre diz que não aceitará ‘ultimatos’ sobre fim da escala 6×1 e sinaliza atraso na matéria
A reação vem após líder do PT dizer que presidente do Senado será tratado como ‘inimigo dos trabalhadores’ se não acelerar proposta
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reagiu nesta terça-feira 7 às declarações do líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), e afirmou que a definição da pauta e da tramitação de propostas é uma prerrogativa da Presidência da Casa e não se submete a “ultimatos” nem a “pressões político-eleitorais”.
A resposta foi divulgada por meio de nota da Assessoria de Imprensa do Senado, poucas horas depois de o deputado ameaçar tratar Alcolumbre como “inimigo dos trabalhadores” caso a PEC que acaba com a escala 6×1 não seja encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça até a próxima semana.
Na nota, Alcolumbre afirma que “esse tipo de ameaça e tentativa de intimidação não será mais tolerado” e reforça que a condução da pauta legislativa cabe exclusivamente ao comando da Casa.
O presidente do Senado também destacou que se reuniu na última semana com a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), o senador Paulo Paim (PT-RS) e representantes das centrais sindicais para discutir a proposta, ocasião em que teria reafirmado o “compromisso com o diálogo” e com a tramitação regular da matéria.
Mais cedo, Uczai havia elevado o tom contra Alcolumbre ao cobrar o início da tramitação da proposta no Senado. A jornalistas, o deputado declarou: “Esta semana, nós vamos dar uma trégua para o Davi Alcolumbre, para ele dar o passo de mandar [a PEC] para a Comissão de Constituição e Justiça. Se, até semana que vem, ele não encaminhar, nós vamos elegê-lo como inimigo. Inimigo dos trabalhadores e da pauta.”
A PEC que extingue a escala de trabalho 6×1 foi aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio e aguarda despacho do presidente do Senado para começar a tramitar na CCJ. O tema é uma das principais apostas do governo Lula (PT) na agenda trabalhista e integra as prioridades da base antes das eleições de 2026. Com o recesso parlamentar previsto para começar em 17 de julho, a expectativa é de que a proposta permaneça parada caso não seja encaminhada à comissão nos próximos dias.
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