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Temer reconhece problemas causados por decreto das bets, assinado por ele em 2018: ‘Não aplaudo meu ato’

O então presidente autorizou a operação das casas de apostas no Brasil; regulamentação só veio cinco anos depois, com Lula, após governo Bolsonaro ignorar o tema

Temer reconhece problemas causados por decreto das bets, assinado por ele em 2018: ‘Não aplaudo meu ato’
Temer reconhece problemas causados por decreto das bets, assinado por ele em 2018: ‘Não aplaudo meu ato’
O ex-presidente Michel Temer. Foto: Evaristo Sá/AFP
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O ex-presidente Michel Temer (MDB) reconheceu os problemas causados pelo decreto das bets, que legalizou as apostas esportivas no Brasil, e que foi assinado por ele em 2018.

“Eu não aplaudo aquele meu ato”, disse o emedebista em entrevista ao UOL. O A regulamentação do setor, que busca endurecer o controle sobre plataformas ilegais, só aconteceu cinco anos depois, em 2023, durante o governo Lula (PT).

Temer assinou o decreto no fim de seu mandato. Jair Bolsonaro (PL), seu sucessor, ignorou o tema e decidiu não criar regras para o mercado, que se expandiu após o seu governo.

Questionado sobre os impactos da modalidade à sociedade brasileira, como endividamento e questões de saúde mental, Temer reconheceu que há consequências negativas.

“Está causando problema. Como causa problema a a loteria esportiva, a loteria geral”, ponderou. “Eu confesso que não é útil para o País”, admitiu, na sequência.

Dados do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, o LENAD III, indicam que cerca de 10,8 milhões de pessoas a partir dos 14 anos apostam de forma arriscada ou problemática. O Ministério da Saúde informou que a procura por serviços de saúde mental do SUS relacionados à dependência de jogos on-line cresceu quase 140% nos últimos cinco anos.

No Congresso, cresce a pressão para limitar a publicidade. A Frente Parlamentar Mista para a Promoção da Saúde Mental apresentou o projeto “Brasil Contra as Bets”, que propõe restrições à propaganda, aos patrocínios esportivos e a produtos considerados de alto risco de dependência. No Senado, a proposta estava em tramitação e aguardava despacho no fim de junho.

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