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Roberto Sánchez reconhece Fujimori como presidente do Peru, mas fala em ‘irregularidades’

Keiko Fujimori assumirá o cargo no dia 28 de julho para governar até 2031

Roberto Sánchez reconhece Fujimori como presidente do Peru, mas fala em ‘irregularidades’
Roberto Sánchez reconhece Fujimori como presidente do Peru, mas fala em ‘irregularidades’
Roberto Sánchez, candidato de esquerda à Presidência do Peru. Foto: Connie France/AFP
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O ex-candidato de esquerda à presidência peruana Roberto Sánchez reconheceu, nesta segunda-feira 6, a proclamação de Keiko Fujimori como presidente eleita, embora tenha insistido em afirmar que o processo eleitoral foi marcado por irregularidades.

O Júri Nacional de Eleições (JNE) declarou na sexta-feira a líder conservadora como presidente eleita para o período 2026-2031, encerrando um capítulo importante das acirradas eleições do país.

Segundo a apuração final, Fujimori obteve no segundo turno 50,135% dos votos, contra 49,865% de Sánchez.

“Reconhecemos que o Júri Nacional de Eleições tenha proclamado oficialmente os resultados eleitorais”, indicou Sánchez em um comunicado conjunto de seu partido, Juntos pelo Peru, e de outras duas formações de esquerda.

“No entanto, isso não implica renunciar ao direito de apontar e denunciar as irregularidades que ocorreram durante o processo eleitoral”, acrescenta o comunicado assinado por Sánchez e pelos líderes dos partidos Obras (centro-esquerda) e Agora Nação (esquerda).

Os três partidos anunciaram uma coalizão parlamentar de oposição para um “controle político firme” e para “restabelecer a paz” no Peru.

Entre outras bandeiras, defendem a revogação de um conjunto de leis aprovadas nos últimos anos pelo Parlamento que, a seu ver, favorecem o crime, e a libertação do ex-presidente Pedro Castillo, preso após uma fracassada tentativa de autogolpe de Estado em 2022.

A contagem do segundo turno, realizado em 7 de junho, demorou três semanas para ser concluída e, desde que perdeu a dianteira, Sánchez vem questionando a legitimidade dos resultados, alegando irregularidades nos votos do exterior.

O JNE já rejeitou um pedido de anulação desses votos por considerar infundadas suas alegações, e Sánchez recorreu na semana passada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Keiko Fujimori assumirá o cargo no dia 28 de julho para governar até 2031. Sua vitória marca o retorno do fujimorismo ao poder, 26 anos após a queda de seu pai Alberto Fujimori (1990-2000), cujo legado divide profundamente os peruanos.

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