Mundo
Keiko Fujimori é eleita presidente do Peru com 50,13% dos votos
A divulgação do resultado ocorre três semanas após o segundo turno
A candidata Keiko Fujimori (direita foi eleita presidente do Peru por uma estreita margem frente ao seu adversário, Roberto Sánchez (esquerda), segundo os dados finais da apuração publicados nesta segunda-feira 29, três semanas após o segundo turno.
O resultado marca o retorno do fujimorismo ao poder, mais de duas décadas depois da queda do ex-presidente autocrata Alberto Fujimori (1990-2000), pai da candidata de 51 anos.
Com 100% das atas apuradas, Fujimori obteve 50,13% dos votos, enquanto Sánchez alcançou 49,86%, de acordo com o site do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe). A diferença foi de menos de 50 mil votos, de um total de mais de 18 milhões de votos válidos.
O segundo turno no Peru foi uma das eleições mais disputadas da história recente da América Latina. Os dois candidatos se alternaram na liderança da contagem antes de Keiko Fujimori conquistar, na semana passada, uma vantagem irreversível. O órgão eleitoral concluiu a contagem das atas nesta segunda-feira, informou.
Sánchez, herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo, disse que não reconhecerá um eventual governo de Keiko Fujimori, alegando uma suposta fraude nos votos no exterior, embora sem apresentar provas.
Desde 2016, o Peru teve oito presidentes, em meio a crises institucionais recorrentes, cenário agravado nos últimos anos pelo avanço do crime organizado.
O vencedor substituirá, em 28 de julho, o presidente interino, José María Balcázar, para um mandato de cinco anos.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Espriella promete a Lula cooperação ‘além das ideologias’ entre Brasil e Colômbia
Por Wendal Carmo
A mensagem de Lula ao ultradireitista que venceu a eleição na Colômbia
Por CartaCapital
O novo mapa da divisão de poder entre esquerda e direita na América do Sul
Por CartaCapital



