Política
Aécio Neves reavalia planos para 2026 e deixa aliados em compasso de espera
Lançado por aliados como alternativa na disputa pela Presidência, o tucano sinaliza que deve priorizar uma candidatura ao Senado
Apesar dos apelos de dirigentes do PSDB para encabeçar uma chapa presidencial, o deputado federal Aécio Neves (MG), presidente do partido, tem indicado a aliados que não deve disputar a Presidência da República neste ano.
Segundo relatos de pessoas próximas ao mineiro, ele passou a considerar uma candidatura ao Senado, pleito visto como mais factível. Um importante cacique tucano resume a avaliação predominante na legenda: “Se tivesse disposição para isso (a corrida presidencial), estaria se movimentando mais”.
Interlocutores do Cidadania, partido com o qual o PSDB forma uma federação, esperam uma sinalização concreta ainda nesta semana. Caso os tucanos não apresentem candidato próprio ao Planalto, a tendência na sigla é liberar seus quadros para apoiar algum presidenciável.
Entre as alternativas discutidas está Joaquim Barbosa (DC). Integrantes da federação, contudo, avaliam que a baixa viabilidade eleitoral do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal ainda é um entrave.
A possibilidade de Aécio disputar a Presidência havia ganhado força com o desgaste da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em maio, quando PSDB e Cidadania endossaram a ideia de um voo nacional, o deputado disse que só tomaria uma decisão após avaliar a viabilidade da empreitada.
Os levantamentos divulgados até o momento não animaram o entorno de Aécio. Além de figurar com cerca de 2% das intenções de voto nas pesquisas mais recentes para a Presidência, ele aparece entre os mais rejeitados.
O desempenho contrasta com os cenários para o Senado em Minas, nos quais desponta em posição mais competitiva, reforçando entre aliados a percepção de que a corrida por uma cadeira na Casa Alta seria mais viável.
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