Mundo
Representantes dos EUA e do Irã mantêm diálogos indiretos em Doha
Os enviados diretos de Trump, Jared Kushner e Steve Witkoff, não participam dos diálogos
Delegados dos Estados Unidos e do Irã realizam, nesta quarta-feira 1º, diálogos técnicos indiretos sobre seu acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio, disse à AFP um diplomata a par das discussões.
A mesma fonte acrescentou que as conversas estavam em andamento e que os enviados norte-americanos, Jared Kushner e Steve Witkoff, não participam dos contatos.
As conversas se concentram no “memorando de entendimento que se baseia nos avanços obtidos na cúpula do Lago de Lucerna”, na Suíça, informou o diplomata.
Washington e Teerã disseram que vão enviar funcionários para os encontros no Catar.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou que as conversas indiretas em Doha avançam “muito bem”.
“A desnuclearização do Irã avança bem. Tiveram reuniões muito boas e logo veremos”, disse Trump a jornalistas, enquanto se preparava para embarcar em seu novo avião Air Force One, que ganhou de presente do Catar. “Nós os atingimos muito forte”, mas as negociações avançam “muito bem”, assegurou.
Witkoff e Kushner se reuniram na terça-feira, em Doha, com o primeiro-ministro catari, Mohamed bin Abdulrahman al Thani, que também é o chefe da diplomacia.
Nesse encontro, conversaram sobre “as negociações em curso entre os Estados Unidos e o Irã”, assim como a situação no Líbano, segundo a chancelaria emiradense.
O protocolo de acordo contempla um cessar-fogo de 60 dias na guerra iniciada em 28 de fevereiro com os bombardeios de Estados Unidos e Israel contra o Irã, a reabertura do Estreito de Ormuz e um prazo para alcançar um acordo sobre o fim da guerra e o programa nuclear iraniano.
O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baqaei, confirmou que a delegação seria chefiada pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi.
Mas, acrescentou que a delegação “não tem previsto realizar negociações com a parte americana em nenhum nível nos próximos dias”.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



