Mundo
Emissário dos EUA viaja ao Catar para possíveis reuniões com o Irã
O Irã afirma que os encontros serão ‘conversas técnicas’, sem negociações diretas
O enviado do governo norte-americano, Steve Witkoff, viaja nesta terça-feira 30 ao Catar, onde estão previstas reuniões com o Irã durante a semana, embora Teerã insista que serão encontros técnicos, sem negociações diretas com Washington.
Um funcionário de alto escalão do governo dos Estados Unidos afirmou que os dois países decidiram interromper os ataques, executados no fim de semana apesar da assinatura, em 17 de junho, de um protocolo de acordo para acabar com o conflito no Oriente Médio.
“O IRÃ PEDIU UMA REUNIÃO. VAI ACONTECER AMANHÃ EM DOHA!”, escreveu Trump na segunda-feira 29 em sua plataforma Truth Social.
Pouco depois, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, anunciou no canal Fox News que os enviados Witkoff e Jared Kushner viajariam a Doha “esta semana para participar de reuniões de alto nível”.
A rede CNN, que citou dois funcionários do governo norte-americano, informou nesta terça-feira que Witkoff já estava a caminho de Doha.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã negou a reunião em um primeiro momento, mas na segunda-feira confirmou o envio de uma “delegação de especialistas” a Doha para discutir a implementação das cláusulas do protocolo de acordo.
O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, explicou que os países ainda não estão na etapa de negociação de um acordo definitivo e que Teerã não participará nos próximos dias de “nenhuma reunião de negociação com a parte americana em nenhum nível”.
A tensão entre Washington e Teerã envolve sobretudo a gestão do estratégico Estreito de Ormuz, por onde, antes da guerra, transitavam 20% dos hidrocarbonetos consumidos no planeta.
A rota marítima foi reaberta na semana passada, depois de permanecer bloqueada pelo Irã desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, desencadeado pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica.
Washington acusou Teerã de ter atacado dois navios na semana passada e bombardeou a República Islâmica na sexta-feira. O governo iraniano respondeu com ataques contra posições americanas na região do Golfo.
As hostilidades, que se prolongaram até domingo, colocaram em risco o memorando de acordo assinado em 17 de junho para acabar com a guerra no Oriente Médio.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



