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Terremotos danificaram 58 mil edifícios na Venezuela

Os dados são de uma avaliação preliminar feita por satélite pela Nasa

Terremotos danificaram 58 mil edifícios na Venezuela
Terremotos danificaram 58 mil edifícios na Venezuela
Imagens aéreas mostram o rastro de destruição após o terremoto em Caraballeda, no estado de La Guaira, na Venezuela – foto: Miguel Medina/Pool/AFP
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Mais de 58 mil edifícios foram danificados ou destruídos pelos terremotos que abalaram o norte da Venezuela, segundo uma avaliação preliminar de dados de satélite publicada pela Nasa (agência espacial dos Estados Unidos).

Pelo menos 1.700 pessoas morreram e dezenas de milhares continuam desaparecidas após dois potentes tremores consecutivos, de 7,2 e 7,5 graus de magnitude, registrados na semana passada, os mais fortes no país sul-americano em mais de um século.

“É provável que aproximadamente 58.870 edifícios tenham sido danificados ou destruídos em toda a região afetada”, afirmam na avaliação os pesquisadores Corey Scher e Jamon Van Den Hoek, da Universidade Estadual de Oregon.

Os cientistas analisaram imagens de radar de alta resolução do satélite Sentinel-1, da Agência Espacial Europeia (ESA), registradas em 25 de junho, um dia após os terremotos.

“Esta é uma avaliação preliminar e rápida. Reflete uma mudança abrupta na superfície, consistente com danos”, escreveram os pesquisadores. O número deve ser interpretado apenas como um indicador e não foi verificado em campo.

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou na segunda-feira que 855 infraestruturas apresentaram danos, das quais 189 sofreram “desabamento total”.

A Nasa afirmou que seus satélites estavam “prestando apoio fundamental, captando imagens e dados para ajudar as equipes em campo a avaliar os impactos e orientar os esforços de resposta”.

Marines dos Estados Unidos colocaram novamente em operação, na segunda-feira 29, o porto de La Guaira, a área mais devastada pelos dois terremotos, para acelerar a chegada de ajuda à medida que a Venezuela se despede de seus mortos.

Edifícios transformados em montanhas de escombros são alvos de operações das equipes de resgate e voluntários na esperança de encontrar sobreviventes, uma possibilidade remota cinco dias após a tragédia.

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