CartaCapital
Lula ou Flávio? Novas pesquisas testam quem foi mais afetado pelo noticiário
Atlas Intel e Nexus divulgam, nesta semana, a intenção de votos e a repercussão de escândalos e crises que movimentaram a política nos últimos dias
Duas pesquisas previstas para esta semana devem movimentar o país, em meio à corrida eleitoral rumo à Presidência da República, atualizando as intenções de voto dos brasileiros após os acontecimentos políticos mais recentes, como o vídeo com as acusações de Michelle Bolsonaro ao enteado Flávio (PL) – causando um aparente racha no bolsonarismo – e a operação da PF relacionada ao Banco Master, que culminou com a saída de Jaques Wagner (PT) da liderança do governo Lula no Senado.
A pesquisa Nexus deve ser divulgada a partir desta segunda-feira, 29, e vai ouvir 2000 pessoas por telefone. Além das intenções de voto deve divulgar, ainda, dados sobre a percepção dos entrevistados em relação a esses episódios, incluindo, por exemplo, como repercutiram os áudios de conversas entre Flávio Bolsonaro e o dono do Master, Daniel Vorcaro, sobre o suposto financiamento ao filme de seu pai, Dark Horse.
O mesmo vale para a opinião do eleitorado sobre a operação da Polícia Federal que atingiu o senador petista Jaques Wagner, que teria ligação financeira com um ex-sócio de Vorcaro.
Assim como a Nexus, a nova pesquisa AtlasIntel, prevista para ser divulgada na próxima quarta-feira, 1º de julho, também promete ir além da simples medição de intenções de voto, com a participação de 5.000 pessoas.
O levantamento vai consultar os entrevistados por meio de um questionário, via internet, sobre suas percepções diante do noticiário dos últimos dias envolvendo as principais lideranças políticas do país.
A corrida ao Palácio do Planalto, no entanto, deve ter destaque, com treze nomes testados: Lula (PT) Flávio Bolsonaro (PL), Aécio Neves (PSDB), Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Joaquim Barbosa (DC), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP), Ronaldo Caiado (PSD) e Rui Costa Pimenta (PCO).
A pesquisa também vai traçar quadros alternativos, incluindo o nome de Michelle Bolsonaro em cenários específicos.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


