Política
A advertência do MPF à PRF sobre a eleição de 2026, 4 anos após as blitze bolsonaristas
As corporações têm 60 dias para informar ao órgão as providências adotadas
O Ministério Público Federal expediu uma advertência à Polícia Rodoviária Federal e à Polícia Federal para que assegurem a neutralidade política e partidária das forças de segurança pública diante da proximidade das eleições.
Conforme a recomendação, as corporações devem adotar imediatamente as medidas necessárias para garantir a plena liberdade de circulação de eleitores nas rodovias federais, especialmente nos dias anteriores e na data do pleito.
O MPF reforçou que a PRF e a PF não devem recorrer a operações, bloqueios ou fiscalizações que — sem justificativa legítima — dificultem ou impeçam o trânsito de eleitores.
A diretoria-executiva da PRF afirmou ao MPF ter orientado todas as diretorias a divulgar o conteúdo da recomendação nas unidades, reforçando a proibição do uso da estrutura pública para favorecimento ou prejuízo de candidaturas, partidos ou correntes políticas.
PRF e PF têm 60 dias para informar ao Ministério Público as providências adotadas. O descumprimento das diretrizes ou a falta de resposta levará a medidas administrativas e judiciais, acrescentou o órgão.
Em 2022, blitze da PRF, então sob o comando de Silvinei Vasques, dificultaram o deslocamento de eleitores no segundo turno da eleição presidencial. Em dezembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal condenou o bolsonarista a 24 anos e seis meses de prisão no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.
O acórdão do julgamento da trama golpista consigna como crime de Silvinei Vasques a determinação de policiamento direcionado a interferir no resultado da eleição e assegurar, de forma ilegítima, a permanência de Jair Bolsonaro na Presidência.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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