Justiça

Governo Lula pede informações aos EUA sobre notificação de Paulo Figueiredo em processo no STF

A PGR denunciou o blogueiro bolsonarista por coação no curso do processo da trama golpista

Governo Lula pede informações aos EUA sobre notificação de Paulo Figueiredo em processo no STF
Governo Lula pede informações aos EUA sobre notificação de Paulo Figueiredo em processo no STF
Foto: Divulgação
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O Ministério da Justiça informou nesta quinta-feira 25 ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ter solicitado informações atualizadas às autoridades dos Estados Unidos sobre o envio de uma carta rogatória para notificar o blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo.

Figueiredo foi denunciado por coação no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado, a mesma ação que levou à condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O blogueiro, porém, tem residência permanente nos Estados Unidos e, por isso, precisa ser informado do processo por intermédio das autoridades locais.

Em outubro de 2025, Moraes determinou a expedição da carta rogatória, documento que a Justiça brasileira envia a um Judiciário estrangeiro para que este cumpra um ato específico. Um mês antes, a Procuradoria-Geral da República havia denunciado Figueiredo por agir em conluio com o governo norte-americano contra o Brasil, a fim de conquistar uma anistia a Jair Bolsonaro (PL).

À época, o ex-presidente passava por julgamento no STF por liderar a trama golpista. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

No mesmo processo a que Figueiredo responde, o STF sentenciou Eduardo a quatro anos e dois meses de reclusão em regime inicial semiaberto. No entendimento da Primeira Turma, o deputado cassado pode ser considerado devidamente citado, por ter residência no Brasil e demonstrar conhecimento do processo, .

Sem a notificação de Figueiredo, a Justiça brasileira não pode avançar na ação. Ao ser citado por carta rogatória, o blogueiro poderá se defender das acusações e o processo tramitará regularmente. No entanto, ele tem uma rede consolidada de contatos nos Estados Unidos, o que pode comprometer o andamento do caso no Brasil.

A PGR atribui o cancelamento de vistos de autoridades, as tarifas impostas ao Brasil e a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes à atuação de Eduardo e Figueiredo nos Estados Unidos.

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