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“Existimos, quer o quê? Matar? Não vai rolar”, diz diplomata gay

Embaixador é um dos casos raros de homossexuais assumidos na diplomacia brasileira

“Existimos, quer o quê? Matar? Não vai rolar”, diz diplomata gay
“Existimos, quer o quê? Matar? Não vai rolar”, diz diplomata gay
(Foto: Arquivo Pessoal)
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Diplomata brasileiro, mestre em Direito pela Universidade de Harvard e escritor, Alexandre José Vidal Porto é um dos raros homossexuais assumidos do Ministério das Relações Exteriores.

Crítico de figuras públicas que não utilizam da sua audiência para dar visibilidade a causa LGBT, Vidal Porto faz de sua carreira a própria trincheira.

“Não sou nada. Mas sou embaixador, estudei em Harvard, tenho três livros publicados, fui colunista, e isso faz, de alguma maneira, que um menino que diz ao pai que é gay e ouve que a vida dele se destruiu,  que ele não terá futuro, lembre que pode ser um embaixador, um deputado, um ministro”, afirma.

O diplomata, conhecedor de perto e de dentro a política brasileira, afirma ver a homofobia na direita e na esquerda. Sobre o discurso conservador e por vezes homofóbico do presidente Jair Bolsonaro (PSL), ele categórico: “Existimos, somos, quer o quê? Matar? Passar um rolo compressor por cima? Não vai rolar. Eu te respeito. Me respeite.”

O também escritor passou a infância em São Paulo, a adolescência em Fortaleza, e viveu em Brasília, Nova York, Santiago, Boston, Washington, Cidade do México e Tóquio.

Leia também: Escritor e diplomata aborda processo de descoberta da homossexualidade

Colaborou Carol Scorce

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