CartaExpressa
Alckmin autoriza uso das Forças Armadas nas eleições suplementares em Roraima
Em abril, o chefe do Executivo Antonio Denarium (PP) e seu vice, Edilson Damião (União), tiveram o mandato cassado
O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), autorizou o emprego das Forças Armadas para apoio logístico às eleições suplementares de Roraima, marcadas para este final de semana.
De acordo com o decreto, publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira 17, o uso dos recursos das Forças Armadas deverá ser feito conforme orientações do Tribunal Superior Eleitoral. A Corte conta com o apoio do efetivo militar em eleições para atividades como transporte de urnas e de pessoal, e garantia da integridade do processo eleitoral em áreas remotas.
No domingo 21, os eleitores de Roraima vão às urnas escolher quem governará o estado até o final de 2026. Em abril, o chefe do Executivo Antonio Denarium (PP) e seu vice, Edilson Damião (União), tiveram o mandato cassado por abuso de poder econômico.
A realização do pleito teve um breve impasse entre a Justiça Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal envolvendo o prazo de desincompatibilização. Conforme o Tribunal Regional Eleitoral, poderiam ser candidatos todos aqueles que deixaram cargos públicos até 24 horas após a cassação de Denarium.
Contudo, o ministro Flávio Dino, do STF, atendeu a um pedido do Republicanos no final de maio e mandou o TRE escolher entre os prazos previstos na legislação: de seis, quatro ou três meses antes da eleição.
Com isso, as candidaturas da professora Antônia Pedrosa (PT) e do ex-prefeito de Boa Vista Arthur Henrique (PL) foram inviabilizadas. O diretório local do PL chegou a recorrer, mas o presidente do Supremo, Edson Fachin, rejeitou o pedido.
Registraram candidatura, além de Arthur Henrique, a servidora pública aposentada Nelita Frank (PT) e o deputado estadual Soldado Sampaio (Republicanos), governador interino do estado.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Dino autoriza troca de candidatos para eleição suplementar em Roraima; entenda
Por Maiara Marinho
Falsos patriotas colocam seu interesse eleitoral acima do País, diz Alckmin sobre ameaça de tarifaço
Por CartaCapital


