CartaExpressa

Bolsonaro precisou de doses extras de remédio ‘no limite de segurança’, dizem médicos

Relatório sugere a realização de exames. A decisão será do ministro do STF Alexandre de Moraes

Bolsonaro precisou de doses extras de remédio ‘no limite de segurança’, dizem médicos
Bolsonaro precisou de doses extras de remédio ‘no limite de segurança’, dizem médicos
Chegada de Jair Bolsonaro à prisão domiciliar. Foto: Vinicius Schmidt/Metrópoles/AFP
Apoie Siga-nos no

Um relatório enviado nesta sexta-feira 12 ao Supremo Tribunal Federal pela equipe médica que acompanha Jair Bolsonaro (PL) na prisão domiciliar aponta que o ex-presidente apresentou uma piora em seus episódios de soluços em 9 e 10 de junho.

Devido à intensidade e à frequência das crises, os médicos administraram doses extras de remédios, atingindo o “limite terapêutico de segurança”. O documento enviado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes afirma que a persistência do quadro de soluços demanda a realização de novos procedimentos.

A recomendação é que Bolsonaro passe pelos exames de endoscopia digestiva alta, manometria esofágica de alta resolução e pHmetria gástrica.

Segundo o relatório, o objetivo é investigar a função do esfíncter esofágico inferior e analisar a presença de esofagite crônica, fatores que podem estar relacionados à recorrência dos soluços.

Bolsonaro cumpre pena em regime de prisão domiciliar, medida autorizada pelo STF em razão de seu estado de saúde, que inclui a recuperação de uma broncopneumonia. Condenado a 27 anos de prisão pela tentativa de golpe de Estado, ele estava detido no Complexo da Papudinha, em Brasília, antes de receber o benefício. Em maio, o ex-presidente também passou por uma cirurgia no ombro direito.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo