Economia

Poupança tem entrada líquida de R$ 2,6 bilhões em maio

Rendimentos creditados nas contas somam R$ 6,2 bilhões

Poupança tem entrada líquida de R$ 2,6 bilhões em maio
Poupança tem entrada líquida de R$ 2,6 bilhões em maio
Foto: Marcello Casal / Agência Brasil
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O saldo da aplicação na caderneta de poupança subiu em maio deste ano, com registro de mais depósitos do que saques. As entradas superaram as saídas em 2,6 bilhões de reais, de acordo com relatório divulgado nesta terça-feira 9 pelo Banco Central (BC).

No mês passado, foram aplicados 368,4 bilhões de reais, contra saques de 365,8 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram 6,2 bilhões de reais. O saldo da poupança é de pouco mais de 1 trilhão de reais.

Esta é a primeira vez, neste ano, que a poupança tem entrada líquida. Nos últimos anos, a caderneta vem registrando mais saques que depósitos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram de 87,8 bilhões e 15,5 bilhões de reais, respectivamente. No ano passado, o saldo negativo da poupança chegou a 85,6 bilhões de reais.

Nos primeiros cinco meses deste ano, a caderneta já acumula 39,1 bilhões de reais em retiradas líquidas. Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.

Na última reunião, no mês de abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC fez um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, pela segunda vez, para 14,5% ao ano. Apesar das tensões causadas pela guerra no Oriente Médio e das expectativas de inflação em alta, a autoridade monetária manteve o ciclo de redução da taxa básica, mas não deu pistas sobre a evolução dos juros.

A Selic é o principal instrumento do BC para garantir que a meta de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no País, seja alcançada. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.

A inflação de maio será divulgada na próxima sexta-feira 12 pelo IBGE.

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