Justiça

Maioria dos juízes tem ética e quem não tem deve ser ‘apontado’, diz Cármen Lúcia

A declaração foi dada durante o evento promovido pelo STJ

Maioria dos juízes tem ética e quem não tem deve ser ‘apontado’, diz Cármen Lúcia
Maioria dos juízes tem ética e quem não tem deve ser ‘apontado’, diz Cármen Lúcia
A ainda presidente do TSE parece subestimar o impacto dos deepfakes – Imagem: Alejandro Zambrana/TSE
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A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, disse, nesta segunda feira 1º que aqueles que não têm compromisso com a ética constitucional devem ser “apontados”, durante o Congresso Internacional Estado de Direito e Ética Judicial realizado no Superior Tribunal de Justiça.

“O que a gente quer, portanto, é a ética constitucional de todos os poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário, e nós precisamos de ter esse compromisso e essa responsabilidade, o que eu acho que a maioria dos juízes no mundo inteiro tem. Aqueles que não têm é que precisam ser apontados”, disse na ocasião.

A fala da ministra foi feita no painel “Panorama global sobre Estado de Direito e Ética Judicial”. Ela refletiu sobre a atuação do Judiciário e o nível de confiança da população no trabalho de juízas e juízes. Cármen Lúcia destacou a importância de o Judiciário ser atuante com “imparcialidade, integridade e transparência”, mas sem esquecer que juízas e juízes “são humanos”.

“Somos um grupo de pessoas humanas, com nossas falhas, nossos limites, nossos erros, mas também com muita vontade de acertar”, prosseguiu. Na percepção da ministra, é preciso “começar a ensinar o que é democracia, o que é juiz, o que é o Judiciário para todas as pessoas, para que se confie que eventuais equívocos não decorrem de uma falha institucional permanente ou majoritária”.

O evento acontece em paralelo com o Fórum de Lisboa, que tem entre seus convidados o ministro Alexandre de Moraes e o anfitrião Gilmar Mendes, além de políticos como o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB) e o ex-presidente Michel Temer (MDB).

O contraste temático do congresso em Brasília com o evento que ocorre em Portugal, nas mesmas datas, fez circular entre juristas o apelido “anti-Gilmarpalooza”.

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