Mundo
China defende ‘não interferência’ após decisão de Trump sobre PCC e CV
O ato da Casa Branca equiparará as facções brasileiras a grupos como a Al-Qaeda ou o Estado Islâmico
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Mao Ning defendeu, nesta sexta-feira 29, o princípio da não interferência em outros países ao ser questionada sobre a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de designar como terroristas as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho.
“A China sempre defende a não interferência nos assuntos internos de outros países”, disse Ning em coletiva de imprensa.
A medida anunciada por Washington tem duas etapas: inicialmente, o PCC e o CV são classificados como grupos terroristas especialmente designados (SDGT, na sigla em inglês).
Assim, os chefes dessas organizações e todos aqueles que se associarem a eles podem ser rapidamente submetidos a sanções pelo Departamento do Tesouro, que já conta com uma lista de 18 mil nomes, entidades e empresas.
Em seguida, a partir de 5 de junho, detalhou o secretário de Estado Marco Rubio, as duas facções passarão a ser consideradas “organizações terroristas estrangeiras”.
Essa designação tem consequências mais sérias, pois implica equiparar o PCC e o CV a grupos como a Al-Qaeda ou o Estado Islâmico.
(Com informações da AFP)
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