Justiça

PF e CGU realizam nova fase de operação contra fraudes no INSS

Nova fase da Operação Sem Desconto cumpre mandados em três estados e no DF, e impõe tornozeleiras eletrônicas a suspeitos dos crimes

PF e CGU realizam nova fase de operação contra fraudes no INSS
PF e CGU realizam nova fase de operação contra fraudes no INSS
Foto: Rafa Neddermeyer
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A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta quarta-feira 27 uma nova etapa da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos indevidos aplicados em aposentadorias e pensões do INSS. 

Nesta fase, os agentes cumprem 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba. As ordens foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça

Segundo a PF, o objetivo da operação é aprofundar as investigações sobre suspeitas de organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de patrimônio e dilapidação de bens. Os investigadores identificaram indícios de que parte dos alvos estaria tentando se desfazer de imóveis e bens de luxo antes do avanço das apurações, o que levou à adoção de medidas para bloquear e rastrear patrimônio. 

As investigações desta etapa se concentram em diferentes núcleos regionais ligados ao esquema. Estão na mira associações que realizaram descontos indevidos no Distrito Federal e em São Paulo.

Em Pernambuco, o foco está em servidores e ex-servidores do INSS ligados à região de Garanhuns. Segundo as apurações, parte dos valores arrecadados por associações investigadas teria sido direcionada a empresas ligadas ao empresário Antônio Carlos Camilo, conhecido como Careca do INSS

A Operação Sem Desconto teve início após investigações apontarem que entidades associativas realizavam cobranças sem autorização diretamente nos contracheques de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. As apurações da PF e da CGU estimam que os desvios possam chegar a 6,3 bilhões de reais. 

Segundo os investigadores, muitas dessas entidades firmavam acordos de cooperação técnica com o INSS alegando oferecer serviços como assistência jurídica, planos de saúde e academias. No entanto, auditorias indicaram que parte delas não possuía estrutura compatível com os serviços prometidos. Em diversos casos, beneficiários afirmaram desconhecer qualquer vínculo associativo e só perceberam os descontos ao consultar os extratos de pagamento. 

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