Economia
Comissão do Senado convoca o presidente do BRB para falar do Caso Master
A oitiva deve ocorrer na próxima terça-feira 2
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou, nesta terça-feira 26, um requerimento de convocação para ouvir o presidente do Banco de Brasília, Nelson Antônio de Souza, sobre as operações realizadas pela instituição com o Banco Master.
O depoimento está previsto para a próxima terça-feira 2, no âmbito do grupo de trabalho criado pela CAE para acompanhar os desdobramentos financeiros e institucionais do caso.
Souza havia sido convidado em abril a pedido da senadora Damares Alves (Republicanos -DF), que defendeu a necessidade de o presidente do BRB apresentar as providências adotadas pela nova gestão. O executivo, porém, não compareceu à comissão sob o argumento de que só falaria aos senadores após a publicação dos balanços do banco.
O BRB deveria ter divulgado ao mercado suas demonstrações financeiras de 2025 até 31 de março, o que não ocorreu. Em comunicado ao mercado financeiro, o banco afirmou que a publicação dos demonstrativos foi postergada “em razão da necessidade de conclusão dos trabalhos da auditoria forense contratada para apuração dos eventos relacionados à Operação Compliance Zero, bem como da adequada avaliação, pela administração da companhia e pelo auditor independente, de seus potenciais impactos”.
“O atual presidente do Banco de Brasília, em contato com esta comissão, falou que só viria depois da publicação do balanço. Ora, desde janeiro que o BRB não publica balanço. Nessa lógica, ele não vem nunca depor na comissão. Então eu vou transformar o requerimento de convite em convocação, vamos convocá-lo para terça-feira”, disse o presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL).
As apurações sobre os negócios entre BRB e Master são acompanhados pela CAE desde que o escândalo veio à tona. Nesse período, os integrantes da grupo de trabalho aprovaram diversos requerimentos com pedidos de informações sobre o tema.
Nelson Souza assumiu o comando do BRB em 27 de novembro de 2025, logo após a primeira fase da Operação Compliance Zero. Seu antecessor, Paulo Henrique Costa, está preso desde 16 de abril por suspeita de envolvimento no esquema investigado pela Polícia Federal.
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