Justiça

MP-SP apura ligação entre Master e cemitérios de SP por possível falha na gestão de Ricardo Nunes

A representação que deu origem à investigação no MP-SP foi remetida ao STF; parlamentares pedem a inserção de Ricardo Nunes como investigado no caso Master

MP-SP apura ligação entre Master e cemitérios de SP por possível falha na gestão de Ricardo Nunes
MP-SP apura ligação entre Master e cemitérios de SP por possível falha na gestão de Ricardo Nunes
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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O Ministério Público de São Paulo anexou em uma investigação já aberta sobre concessão de cemitérios municipais uma representação que pede a apuração de possíveis vínculos entre o Banco Master e a concessionária Cortel, além de eventual omissão do setor de fiscalização da prefeitura.

A representação cita recentes decisões do ministro Flávio Dino, que, em abril, pediu ao prefeito de SP, Ricardo Nunes (MDB), explicações sobre uma aparente relação entre as duas instituições.

Na decisão, Dino mencionou a possibilidade de o empresário Fabiano Zettel – cunhado do ex-CEO do Master, Daniel Vorcaro ter assinado documentos da concessionária Cortel, quando atuava como conselheiro da empresa.

Para o promotor Silvio Antonio Marques, há semelhança entre os fatos, “pois ambos tratam de eventuais irregularidades relacionadas às concessões dos serviços cemiteriais no município de São Paulo”, disse na decisão que acolheu o pedido.

A representação foi apresentada pelos parlamentares do PSOL, a deputada federal Luciene Cavalcante, o deputado estadual Carlos Giannazi e pelo vereador Celso Giannazi.

O documento foi apresentado ao ministro André Mendonça, do STF, e pede a inserção de Nunes como investigado no caso Master. Tendo em vista que a representação foi apresentada direto ao Supremo, interlocutores do ministro disseram à reportagem que deve remeter o pedido para análise da Procuradoria-Geral da República.

Em nota, a prefeitura de SP disse lamentar a ação “puramente ideológica de uma deputada do PSOL, sem qualquer indício ou prova, apenas com ilações infundadas para tentar ganhar alguma evidência”. A respeito da decisão do promotor, a nota afirma que a decisão de anexar a representação à investigação em andamento “não passa de malabarismo para criar mais um factoide já comum à sua atuação no Ministério Público”.

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