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Organizadores de nova flotilha para Gaza denunciam interceptação israelense perto do Chipre

O governo israelense afirmou que não permitirá que os barcos cheguem ao território palestino

Organizadores de nova flotilha para Gaza denunciam interceptação israelense perto do Chipre
Organizadores de nova flotilha para Gaza denunciam interceptação israelense perto do Chipre
Embarcações da flotilha Global Sumud – Foto: Saeed QAQ / AFP
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Os organizadores de uma nova flotilha para Gaza, que partiu da Turquia na semana passada, denunciaram nesta segunda-feira 18 que as embarcações estavam sendo interceptadas por navios militares de Israel perto do Chipre.

“Navios militares estão interceptando atualmente nossa frota e forças das FDI (o Exército de Israel) estão abordando neste momento o primeiro dos nossos barcos em plena luz do dia”, publicou no X a Flotilha Global Sumud.

Algumas horas antes, o Ministério das Relações Exteriores de Israel havia advertido que o país “não permitirá qualquer violação do bloqueio naval legal imposto a Gaza”.

“Israel pede a todos os participantes desta provocação que mudem de rumo e retornem imediatamente”, afirmou o ministério em uma mensagem publicada no X.

Esta é a terceira tentativa em um ano de romper o bloqueio israelense imposto a Gaza, devastada pela guerra e que enfrenta graves carências desde o início do conflito entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas em outubro de 2023.

Quase 50 barcos zarparam em 14 de maio do sudoeste da Turquia como parte da flotilha.

As autoridades israelenses rejeitam as acusações de escassez de ajuda e insistem que Gaza está “inundada” de assistência.

As forças israelenses interceptaram uma flotilha anterior em águas internacionais, na costa da Grécia, em 30 de abril. A maioria dos ativistas foi liberada rapidamente em Creta.

Dois ativistas, no entanto, foram detidos: o brasileiro Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, de origem palestina e nacionalidade espanhola, que foram levados para Israel. Após vários dias de detenção e interrogatórios, eles foram expulsos em 10 de maio.

Várias ONGs denunciaram detenções ilegais e afirmaram que os dois sofreram maus-tratos durante o encarceramento em Israel.

As autoridades israelenses rejeitaram as acusações, mas não abriram um processo contra os ativistas.

O ministério israelense criticou duramente a nova tentativa de romper o bloqueio.

“Desta vez, dois grupos turcos violentos – Mavi Marmara e IHH, este último designado como organização terrorista – participam da provocação”, afirmou o ministério.

“O objetivo da provocação é servir ao Hamas, desviar a atenção da recusa (do grupo) ao desarmamento e prejudicar os avanços do plano de paz do presidente (americano Donald) Trump”, acrescentou.

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