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Justiça inicia julgamento de Oruam em caso de tentativa de homicídio contra policiais

O cantor é considerado foragido da Justiça

Justiça inicia julgamento de Oruam em caso de tentativa de homicídio contra policiais
Justiça inicia julgamento de Oruam em caso de tentativa de homicídio contra policiais
O rapper Oruam – Foto: Reprodução/Instagram
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A Justiça do Rio de Janeiro marcou para esta segunda-feira 11, às 16h, a audiência de instrução e julgamento do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, réu por tentativa de homicídio contra policiais civis.

A sessão aconteceria inicialmente em março, mas foi remarcada. Atualmente, Oruam é considerado foragido da Justiça.

A prisão do artista foi decretada novamente em fevereiro deste ano por descumprimento de medidas cautelares. Segundo a Justiça, que revogou um habeas corpus que favorecia o cantor, ele teria violado a tornozeleira eletrônica por 22 vezes entre outubro e novembro de 2025.

Oruam foi denunciado por duas tentativas de homicídio qualificado contra dois policiais civis em um episódio ocorrido em julho de 2025, quando agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumpriam um mandado de busca e apreensão contra um menor acusado de tráfico, que estaria na casa do cantor no bairro do Joá, na Zona Sudoeste do Rio.

Segundo o Ministério Público, após a apreensão do adolescente, Oruam e outros acusados passaram a arremessar pedras contra os policiais assumindo o risco de matar os agentes, já que as pedras lançadas pesavam até 4,85 kg, com capacidade de causar ferimentos letais. A denúncia foi oferecida com pedido de prisão preventiva, considerando o risco à ordem pública, à instrução do processo e à aplicação da lei penal.

A audiência será conduzida pela 3ª Vara Criminal da Capital, que pretende ouvir 12 pessoas ligadas ao caso. Entre as testemunhas estão a noiva do artista, Fernanda Valença de Oliveira, o produtor Leandro de Souza Almeida e sete policiais civis, incluindo o delegado Moysés Santana e o oficial de cartório Alexandre Alves Ferraz.

Em abril, o rapper também foi incluído na lista de procurados em uma operação da Polícia Civil contra a lavagem de dinheiro do Comando Vermelho, que cumpria mandados expedidos pela Justiça.

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