Justiça
Juiz vê indício de perseguição política e tranca inquérito contra vereador do Rio
Salvino Oliveira (PSD) havia sido preso em 11 de março, mas obteve um habeas corpus
A Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta sexta-feira 8 o trancamento de um inquérito contra o vereador da capital Salvino Oliveira Barbosa (PSD) por suposta ligação com a organização criminosa Comando Vermelho.
O juiz Renan de Freitas Ongaratto, da 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa, afirmou não haver justa causa para manter a investigação, citou indício de uso do aparato policial para “fins de perseguição política” e apontou “flagrantes ilegalidades” na condução do caso.
Em março, o desembargador Marcus Henrique Basílio, do Tribunal de Justiça do Rio, acolheu um habeas corpus e mandou soltar o vereador.
Na decisão, Basílio sustentou que os elementos mencionados pela polícia eram insuficientes para manter a prisão de Barbosa, uma vez que não demonstrariam seu envolvimento com o CV.
Um dos itens apresentados era uma conversa de WhatsApp entre o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, e um comparsa conhecido como Dom. No documento, no entanto, não há registro de conversa direta com Salvino.
O vereador havia sido preso em 11 de março pela Polícia Civil, em uma operação contra tentativas de interferência política em áreas dominadas pelo tráfico.
A versão oficial da polícia é que o vereador teria negociado diretamente com Doca uma autorização para fazer campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, área sob domínio do Comando Vermelho.
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